O Instituto das Servas do Sagrado Coração de Jesus Agonizante, é uma comunidade de pessoas que optaram por viver juntas, para continuar na Igreja a obra de salvação, para testemunhar pela união fraterna o Evangelho a todos os homens e sua fé na ressurreição futura . A reparação e o serviço aos mais pobres esprimem a finalidade e o carisma específico do Instituto.

24 de out. de 2010

24 de Outubro de 2010, DNJ
(Dia Nacional da Juventude) Paróquia Jesus de Nazaré... presente!

25 anos de História
É ano de Ação de Graças! Estamos celebrando o Jubileu dos 25 anos do Dia Nacional da Juventude (DNJ). As Pastorais da Juventude em conjunto com a Igreja do Brasil, comemoram a história do Dia que pauta a Vida da Juventude no Brasil. Estamos num momento de Muita Reza, Muita Luta e Muita Festa celebrando e fazendo memória dos DNJ’s.

São 25 anos de História!

São 25 anos marcados por reflexões e debates profundos sobre os diversos aspectos da realidade da Juventude, na busca e na luta pela sua dignidade. Os temas e lemas de cada ano traduzem o olhar e os ouvidos sempre abertos das Pastorais da Juventude para o contexto juvenil. Traduzem o desejo de Vida e em Abundância de uma pastoral orgânica a serviço da construção do Reino de Deus, inaugurado por Jesus Cristo.

São 25 anos de frutos colhidos e saboreados: uma Igreja comprometida e apaixonada pelo jovem, especialmente o jovem empobrecido, a vivência do Evangelho, grupos de jovens motivados para sua atuação, vidas doadas para a construção do Reino de Deus, ações concretas em prol da defesa dos direitos da juventude, importante reflexão e contribuição das Pastorais da Juventude para as Políticas Públicas para a Juventude no país, envolvimento maior dos jovens em suas comunidades e nos movimentos sociais etc.

São 25 anos de Protagonismo Juvenil! As Pastorais da Juventude assumem sua marca: O Jovem é o protagonista da sua história! “O Protagonismo é nossa bandeira, o suor nosso sobrenome, a lágrima a nossa emoção, a força nossa canção, a teimosia nossa canção e a determinação a nossa marcha” – Palavras de Padre Marcionei, assessor da Pastoral da Juventude da Diocese de Caxias do Sul.

E os 25 anos são apenas o começo... Essa profética caminhada construída por inúmeras mulheres e homens não pára. Estamos em marcha pela Vida da Juventude, estamos em Marcha Contra a Violência que explora, que oprime, que machuca, que desesperança, que mata nossos/as jovens...
É preciso assim, plantar e germinar mais sementes! Queremos saborear mais frutos do Reino! Vamos todos juntos e juntas, fortalecer ainda mais a grande Ciranda de Vida que deseja e luta por novas relações de vida, por um mundo justo e de paz para todos!




15 de out. de 2010

12 de Outubro, Festa de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil.
No dia 12 de Outubro é para todos os católicos do Brasil, um dia especial. Dia de saudar a Mãe e de lembrar com carinho e devoção sua presença na caminhada do
povo deste país a quem ela escolheu para se manifestar e para amar de modo particular. A oração que segue, foi originalmente
rezada por D. Hélder Câmara, cuja vida e ministério conhecemos e cuja profecia ainda é atual.

Oração á Mariama
“Senhora Aparecida, mãe de Cristo e Mãe dos homens! Mãe dos homens de todas as raças, de todas as cores, de todos os cantos do Brasil e da
Terra. Pede ao teu filho que esta festa não termine aqui, pois a marcha
final vai ser linda de viver.
Senhora Aparecida, é importante que a Igreja de teu Filho não fique apenas em palavras, mas encarne os valores do Evangelho na vida do povo.
Senhora Aparecida, ajudai-nos como comunidade de fé e vida
a participarmos profética e conscientemente das instâncias de
participação popular, nos movimentos, associações, sindicatos e na
política, pois aí também o Evangelho de Cristo precisa chegar.
Senhora Aparecida, Mãe querida, problemas como o da intolerância,
do racismo, da corrupção, da violência, das drogas, do aborto se
ligam com todos os grandes problemas humanos, com todos os
absurdos ainda hoje cometidos contra a humanidade, com todas
as injustiças e opressões. Mãe, o mundo precisa fabricar é Paz.
Basta de injustiças! Basta de uns sem saber o que fazer com tanta
terra e milhões sem um palmo de terra onde morar. Basta de alguns
tendo que vomitar para comer mais e milhões morrendo de fome
por ano. Basta de uns poucos com empresas se derramando em
lucros pelo mundo todo e milhões sem um canto onde ganhar o
pão de cada dia.
Mãe Aparecida, Senhora Nossa, Mãe querida, nem precisamos ir
tão longe, como no teu hino. Nem precisamos que os ricos saiam
de mãos vazias e os pobres de mãos cheias. Todos mais iguais,
nem tão pobres nem tão ricos. Este é o Reino de vosso filho Jesus!
Um mundo de irmãos. De irmãos não só de nome e de mentira. De
irmãos de verdade, Mãe querida, intercede por nós, mãe de Deus e
nossa, para que não nos falte a esperança! Amém!”
Adaptada da oração à “Mariama
Dom Hélder Pessoa Câmara


5 de out. de 2010

Mês Missionário
mês de Outubro é, para a Igreja Católica em todo o mundo, o período no qual são intensificadas as iniciativas de informação, formação, animação e cooperação em prol da Missão universal. O objetivo é promover e despertar a consciência e a vida missionária cristã, as vocações missionárias, bem como promover uma Coleta mundial para as Missões, para o sustento de atividades de promoção humana e evangelização nos cinco continentes, sobretudo em países onde os cristãos são ainda uma minoria e as necessidades materiais são mais urgentes.

Novena Missionária 2010
Abaixo alguns vídeos com reflexões sobre as várias dimensões da Missão, são partilhas de experiências da missão continental a partir do Documento de Aparecida, que sinalizam pistas de ação para melhor receptividade e concretização de Aparecida, especialmente ao se falar da missão continental, que na Igreja do Brasil, a CNBB transformou no Projeto Nacional de Evangelização.
.1º Dia: Uma Novena Missionária


2º Dia: Missão nas grandes cidades


3º Dia: A missão nas periferias


4º Dia: Missão em contexto de fome e guerra


5º Dia: Missão e religiosidade popular


6º Dia: Missão com migrantes


7º Dia: Missão na Amazônia


8º Dia: Missão e partilha de bens


9º Dia: Missão e comunhão eclesial

1 de out. de 2010

Pensamento de
Santa Margarida Maria Alacoc
“Nunca desconfieis da misericórdia do Sagrado Coração, que é infinitamente maior que todas as nossas misérias”.
“O Sagrado Coração quer reinar no coração do mundo inteiro porque todos lhe foram dados por herança”.
“O maior testemunho de amor que podemos dar ao Sagrado Coração e a melhor reparação que lhe podemos oferecer é unirmo-nos a Ele, muitas vezes, pela comunhão sacramental e desejarmos ardentemente essa união pela comunhão espiritual”.
“Todos podemos ser apóstolos do Sagrado Coração, porque temos corpos capazes de sofrer e trabalhar, e corações para amar e orar”.



27 de set. de 2010

Aconteceu!!!

Àfrica Togo- Atakpamé, 21 de Agosto de 2010
Votos perpétuos de:
Irmã Honorine Fintakpa
Togo-Lomé 14 de Setembro
Profissão temporária de:
Irmã Odette Nayovi A.
Irmã Eliane Fadikpe
Irmã Blandine Tugan

Vai acontecer!!!
Filipinas- Manila 16 de Outubro
profissão temporária de:
Irmã Fransiska Hoar Bria
Irmã Margaretha Abuk
Suor Maria Arince Bria
Irmã Maria Regina Hoar Seran
Irmã Elsa Lopes Alves

Votos de santidade!!!

12 de set. de 2010

A história das Jornadas Mundiais da Juventude.
A juventude da Paróquia Jesus de Nazaré no desejo de
participar deste grandioso momento de fé, estão se
organizando para estar em Madrid 2011.
Aqui está um pouco da história das Jornadas anteriores

8 de set. de 2010

“A nobreza de Deus não se ensina com técnica”, diz presidente do 3º Congresso Vocacional

O catarinense dom Leonardo Ulrich Steiner, 59, é bispo da prelazia de São Felix do Araguaia, no Mato Grosso, há cinco anos. A serenidade é uma das marcas deste franciscano que tem doutorado em filosofia e é membro da Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB. Ele preside o 3º Congresso Vocacional do Brasil, que reúne, desde sexta-feira, 3, em Itaici (SP), 385 animadores vocacionais de todo o país,. O Congresso debate o tema “Discípulos missionários a serviço das vocaçoes”.
Nesta entrevista exclusiva à Assessoria de Imprensa da CNBB, dom Leonardo explica que o Congresso Vocacional não é para ensinar técnicas ou métodos para conseguir mais vocações. “A experiência cristã, o seguir Jesus Cristo, o ser encontrado por Ele é uma experiência única. É a nobreza de Deus de nos ter escolhido e nos deixar participar do mistério de seu amor. Isso não é [ensinado] com técnica, com método, mas com o espírito, com abertura”.

Dom Leonardo fala também das crises por que passa a sociedade atual e lembra que as pessoas tentam equilibrar sua existência a poder da química, inclusive os jovens, com as drogas. “Ficamos espantados com o número cada vez maior de farmácias. É o primeiro tempo da história da humanidade que se usa a química para tentar equilibrar a existência humana”.

Dom Leonardo explica, ainda, o número reduzido de leigos neste 3º Congresso e destaca a qualidade de sua participação no evento. “Como participaram com disposição e alegria!”.
Leia, abaixo, a íntegra da entrevista.

1. Que elementos o senhor destaca como ponto alto deste congresso e para onde eles apontam?
Dom Leonardo: O primeiro elemento importante é o pré-congresso, que foi uma verdadeira descoberta. Não quisemos congregar as pessoas em Itaici sem antes termos estudado um texto, trocado ideias, experiências; sem termos feito nas paróquias um bom trabalho e realizado nos Regionais da CNBB os chamados pré-congressos. Em alguns Regionais a Pastoral Vocacional (PV) conseguiu se rearticular para o pré-congresso. Isso foi um ganho para a Igreja no Brasil.
O segundo elemento foi tentarmos trazer a beleza e a profundidade do Documento de Aparecida para a PV. Se na nossa Pastoral Vocacional conseguirmos fazer ver que todo batizado é um discípulo missionário a serviço das vocações, estamos levando a intuição da Conferência de Aparecida até nossas pequenas comunidades. Não apenas veremos as vocações, mas a intuição de Aparecida de que cada batizado, cada cristão, cada católico é aquele que vive de Jesus, anunciando Jesus, ouvindo a sua palavra, convivendo, sendo sinal do Reino.
Um terceiro elemento importante é a troca de experiência. O fato de termos aqui pessoas vindas de todo o Brasil, com mentalidades e experiências diversas; Igrejas que têm sua pastoral, suas dificuldades e seu entusiasmo, fez com que os congressistas começassem a perceber que a Igreja no Brasil é extremamente rica. Esta troca de experiência fez com que os congressistas percebessem que existem experiências que podem ser partilhadas. Chamo atenção, por exemplo, para a escola para formação de animadores vocacionais nos Regionais Sul 3 e Centro Oeste. Não uma escola de formar padres, mas de formar discípulos missionários que vêm, participam e se responsabilizam pela animação vocacional na nossa Igreja no Brasil.
2. O senhor disse que o Congresso não é para ensinar técnicas ou métodos para buscar vocações. Pode explicar melhor esta afirmação?
Dom Leonardo - No tempo que vivemos da ciência e da técnica, da virtualidade, poderíamos imaginar que um congresso iria nos dizer o que fazer e como fazer. Isto é, viemos aqui, ouvimos, voltamos para casa e agora vamos executar. A intuição do Congresso foi outra. Foi a de nos deixar guiar pelo espírito [da Conferência] de Aparecida e suscitar esse imenso desejo de ser discípulos missionários a serviço da Igreja.
Explicando melhor: a experiência cristã, o seguir Jesus Cristo, o ser encontrado por Ele é uma experiência única. É a nobreza de Deus de nos ter escolhido e nos deixar participar do mistério de seu amor. Isso não é [ensinado] com técnica, com método, mas com o espírito, com abertura. Deste encontro, deste dar-se conta da nobreza de Deus é que, certamente, vão abrir-se para nós elementos e pistas.
Numa entrevista me perguntaram: ‘Como anunciar Deus hoje?’. Respondi: ‘como, eu não saberia dizer. Talvez conseguisse dizer quem, qual a pessoa a ser anunciada hoje, ou seja, este Deus tão próximo de nós’. Tentei dizer isso na homilia [na celebração de abertura do Congresso] ao falar: “Deus, osso de nossos ossos, carne de nossa carne’. Nicolau de Cusa chega a dizer “o não outro de Deus”.
3. Os congressistas têm usado aqui a expressão ‘vocacionalizar a Igreja’. O que eles querem dizer com este neologismo?
Dom Leonardo – É a primeira vez que ouço [esta expressão] também. Este verbo [vocacionalizar] não existe, mas hoje se criam tantos verbos e palavras, que talvez esse também fique. Sinto nas colocações que ‘vocacionalizar’ quer dizer que toda a Igreja está apta, atenta, aberta para o serviço e animação vocacional. É toda ela ministerial, toda ela ajudando nossas crianças, adolescentes, jovens e os adultos a descobrirem qual é o chamado de Deus. Ajudar os nossos adultos a redescobrir a grandeza do amor primeiro o ‘por que abracei uma vocação?’. ‘Vocacionalizar’, então, é levar toda a Igreja a ser.

4. Um Congresso Vocacional pensa e fala sobre todas as vocações. No entanto, a presença dos leigos aqui é pequena e o senhor ressaltou esse detalhe num determinado momento do encontro. A que o senhor atribui isso?
Dom Leonardo - A primeira observação feita por uma leiga depois da minha fala foi a dificuldade dos próprios leigos terem meios econômicos para virem. Ela mesma disse: ‘eu sou professora, sou mãe, sou avó’ e falou da dificuldade de deixar o trabalho e vir [ao Congresso]. Não é tão simples o Norte e o Nordeste virem até São Paulo. O que nos falta ainda como Igreja no Brasil é começar a nos despertar para os discípulos missionários a serviço das vocações. O próprio tema do Congresso talvez possa ajudar para que, no próximo Congresso, se houver, a participação dos leigos seja maior. Mas a participação dos leigos neste Congresso foi muito positiva. Como participaram com disposição e alegria!

5. Isso não se deve, então, a uma visão reducionista como se vocação fosse apenas para padres e os de vida consagrada?
Dom Leonardo - No trabalho feito na Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada em relação ao mês de agosto dedicado às vocações, por exemplo, não temos mais acentuado uma das vocações. Pelo contrário, temos aproveitado este mês vocacional para trazer à recordação as grandes vocações dentro da Igreja. Esse esforço existe e está muito presente. Na nossa Comissão isso é muito claro e sinto isso também nas discussões da CNBB. Naturalmente que existe uma preocupação grande, sinto isso também aqui no Congresso, em relação às vocações para o presbítero e para a vida consagrada, seja na vida religiosa ou nos Institutos Seculares. Existe esta preocupação porque, em relação aos padres, sentimos a grande necessidade, dentro da Igreja, de termos uma presença maior para servir melhor nossas comunidades. Sentimos, ainda, a dificuldade de muitas Congregações terem novas vocações. Há congregações, inclusive, com dificuldade de dar continuidade a certos serviços na Igreja do Brasil.

6. O teólogo, padre Agenor Brighenti, um dos assessores do Congresso, disse que o mundo vive uma crise generalizada. Fala-se também de crise vocacional, inclusive da vocação para o matrimônio. Como o senhor vê as vocações neste contexto de crise?
Dom Leonardo - Estamos num outro tempo. Isso é real. No Documento de Aparecida e nas Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil está presente a expressão que estamos numa ‘mudança de época’. Estamos entrando num outro tempo. Olhando para trás achamos que foi tranqüila a passagem do antigo para o medieval; do medieval para o moderno. Achamos essas mudanças normais porque não estivemos lá. A idade média, por exemplo, foi um tempo de passagem muito duro. Basta estudarmos bem a história da Igreja e os intelectuais da época para entendermos todo este novo tempo que estava surgindo. Eram escolas inteiras atrás de compreender como era a questão do mistério da encarnação de Deus. Tenho a nítida impressão de que estamos num tempo de passagem e este tempo é salutar. O que virá, a gente não sabe.
O autor que pesquisei para minha tese doutoral sobre o conceito de Deus já escrevia nos anos 1970 dizendo que devíamos nos preparar melhor para o novo tempo que estava por vir, isto é, ir nos abrindo mais, ir tentando compreender cada vez mais. Isso tudo à luz do Evangelho, da Palavra de Deus, do evento de Deus. Que nós estamos nesta crise é evidente. Às vezes nem compreendemos mais em que situação nos encontramos quando vemos, por exemplo, o grande número de pessoas (casadas) que se separam; dos que deixam a vida religiosa e o sacerdócio; das pessoas que se suicidam e das que estão em depressão. Ficamos espantados com o número cada vez maior de farmácias. Vivemos hoje da química para tentar equilibrar nossa existência. É o primeiro tempo da história da humanidade que se usa a química para tentar equilibrar a existência humana.

7. Isso se aplica também aos jovens?
Dom Leonardo – Claro! Por que da droga? A droga é química. Então, estamos neste tempo, não adianta negar. É preciso abrir os olhos, mas os olhos da fé, como dizia Santo Agostinho. Outros olhos não entendem o perpassar de Deus dentro desse tempo. Outros olhos não entendem que ali estão as sementes do Verbo. Como somos sempre, a partir do evangelho, homens de esperança, precisamos entrar dentro deste tempo para que consigamos perceber a presença de Deus, que está presente em todas estas questões que não compreendemos – aliás Deus não é aquele que compreendemos, mas uma eterna revelação -, e ajudar a fazer surgir o novo. Quero dizer com isso que a vida do evangelho tem algo a dizer. Crise quer dizer acrisolar, purificar.

8. Nada disso, então, deve desanimar os promotores vocacionais?
Dom Leonardo - Ao contrário, isso é para provocar, é para dizer: ‘tem algo aí se acrisolando’, que está nascendo. Como está nascendo o evangelho aí dentro? Não sabemos, mas isso é o grande desafio de nosso tempo: não saber e confiar. Isso é fé.

9. Os congressitas perceberam isso? Ficaram animados?
Dom Leonardo - Para se ter uma ideia, mais de 20 pessoas vieram me agradecer o Congresso, dizendo que ajudou muito, que os assessores foram muito bons, que a troca de experiências nos grupos e nas mini-plenárias foi muito boa. Sinto que existe um ânimo. Não sei se o Congresso será suficiente para intuir a passagem do tempo em que estamos. Provavelmente não.

26 de ago. de 2010

(Saudação de irmã Rosa durante o Congresso Eucarístico de 11 de Setembro de 1979, transcrito fielmente da registração)
Irmã Rosa Mariani
Serva do Sagrado Coração de Jesus Agonizante
...Eu não sei o que dizer, depois de todas essas coisas que senti, são todas as coisas que pensava de dizer e não quero repetir, porque já é muito tarde.
Porém uma coisa só: nós vamos lá...
Eis, respondo a tantos porquês que senti nesses dias: “Porque você vai lá? Não tem missão também aqui? O que você vai fazer lá”?
Depois de dias de oração e de sofrimento conseguimos entender que é necessário ir, porque aqui em Bagnara, aqui na Itália já tem tantas pessoas que falam... falam de Jesus que vos ajudam...
E existem tantos lugares no Brasil e também na África onde eu estava antes que sofrem e não sentem este fraterno amor, esta pureza, estas pessoas que...que estão juntos deles.
Agora, porque iremos lá, mesmo sendo necessário também aqui?
Iremos para estar junto dessas pessoas, para viver com eles o sofrimento deles, para passar os nossos dias junto deles, para dar a nossa vida e, se acontecer também à morte...
E vocês também podem ajudar!
Vocês todos são missionários, nós todos somos missionários.
As mães... quantas mães percebi no seu sofrimento, na suas doenças, nas incompreensões, com marido, com as crianças que dão trabalho, todas essas mães são missionárias.
Quantos idosos são sofredores em uma cama. Saber sofrer, saber oferecer o sofrimento deles por nós e todas as pessoas que sofrem...
Todos devemos dar a nossa contribuição com Jesus na cruz, de uma maneira, ou de outra, por isso que agora nós vamos para o Brasil.
Eu represento Bagnara, eu represento toda minha comunidade e agradeço ao Senhor, que me concedeu essa graça.
Eu nestes anos era missionária aqui em Bagnara, aquele pouco que eu podia dar eu dei com prazer.
O Senhor, mais que muita cultura e capacidade quer o nosso coração, quer a nossa vida.
Eu disse sim uma vez e sou muito contente de dar a minha pequena contribuição para este mundo tão sofrido.
Nós não temos idéia daquilo que eles sofrem, e no Brasil e em tantas outras partes do mundo tantas pessoas sofrem...
Nestes dias escutamos tantas histórias de missionários que por defender os mais pobres, por ser voz daqueles que não tem voz são presos, torturados e terminam as suas vidas por amor a esta gente que não é conhecida, que não é considerada pessoa.
Não são mais conhecidos, porém o Senhor as ama, suas vidas foram consumidas para aqueles mais pobres, por aqueles que estão mais longe, por aqueles mais abandonados.
Eu gostaria de dizer muitas coisas, mas como aquele que dizia na escritura: “Não sei falar”, porém, saibam que toda Bagnara esta em mim!
Vou lá e buscarei de fazer aquilo que posso me empenhar, terei comigo sempre esse pensamento: “Todos vocês estão aqui dentro do meu coração”.
Bagnara 08/04/1980 Itália

19 de ago. de 2010

A Vida Consagrada é sobretudo um sinal...

Quando a Igreja fala de Vida Consagrada, está falando de uma vocação, que tem várias modalidades de vida dentro da Igreja. Seguem essa vocação os Monges e Monjas, os Religiosos e Religiosas, das Ordens, Congregações e Institutos Religiosos. Além desses, existem os membros dos Institutos Seculares, bem como os consagrados e as consagradas de assim chamadas “Novas Comunidades”, muitas das quais nasceram dentro de Movimentos eclesiais relativamente recentes ou formam seu núcleo central. Há também a Ordem das Virgens consagradas, restaurada por Paulo 6º a partir do Concílio Vaticano 2º, cujos membros não constituem comunidade de vida, mas vivem no mundo, tendo consagrado sua virgindade a Cristo para o testemunho e o serviço na sua respectiva diocese.

Neste Mês Vocacional, divulguemos também esta vocação de Vida Consagrada e rezemos por ela, porque constitui um grande tesouro na Igreja e é uma excepcional força e serviço nas atividades da pastoral direta nas dioceses e paróquias, como também no setor de escolas, colégios e universidades, no setor dos hospitais e demais serviços de saúde, no setor de obras assistenciais, só para citar os mais conhecidos.

Cada forma de Vida Consagrada tem um carisma próprio, ou seja, seus fundadores decidiram – e depois a Igreja os aprovou – viver um ou mais aspectos do Evangelho de Jesus Cristo numa forma radical e ampla e ainda professar os conselhos evangélicos da pobreza, obediência e castidade como algo próprio e comum de todas as formas de Vida Consagrada. Assim, os fundadores lhes deram normalmente uma Regra de Vida e Constituições ou apenas Constituições, que lhes dão organização e normas de vida.

O Concílio Vaticano 2º, ao tratar da Vida Consagrada, diz: “O estado (de vida Consagrada) constituído pelos conselhos evangélicos, embora não pertença à estrutura hierárquica da Igreja, está contudo firmemente relacionado com sua vida e santidade” (LG, 44). “Os conselhos evangélicos da castidade consagrada a Deus, da pobreza e da obediência se baseiam nas palavras e nos exemplos do Senhor. São recomendados pelos Apóstolos, Santos e Padres e pelos mestres e pastores da Igreja. Constituem um dom divino que a Igreja recebeu do seu Senhor e por graça dele sempre conserva. A própria autoridade da Igreja, guiada pelo Espírito Santo, cuidou de interpretar os conselhos evangélicos, regulamentar-lhes a prática e estabelecer formas estáveis de vida” (LG 43).

A Vida Consagrada é sobretudo um sinal. Diz o Concílio: “A profissão dos conselhos evangélicos se apresenta como um sinal que pode e deve atrair eficazmente todos os membros da Igreja para o cumprimento dedicado dos deveres impostos pela vocação cristã. Como, porém, o Povo de Deus não possui aqui (no mundo) morada permanente, mas busca a futura, o estado religioso (de Vida Consagrada), pelo fato de deixar seus membros mais desimpedidos dos cuidados terrenos, ora manifesta já aqui neste mundo a todos os fiéis a presença dos bens celestes, ora dá testemunho da nova e eterna vida conquistada pela redenção de Cristo, ora prenuncia a ressurreição futura e a glória do Reino celeste” (LG 44). Assim, a Vida Consagrada é sinal das coisas de Deus, da nossa ressurreição futura e da glória do Reino celeste, pois faz destas realidades sua vida já aqui no mundo.

João Paulo 2º diz: “A primeira tarefa da Vida Consagrada é tornar visíveis as maravilhas que Deus realiza na frágil humanidade das pessoas chamadas. Mas do que com as palavras, elas testemunham essas maravilhas com a linguagem eloqüente de uma existência transfigurada, capaz de suscitar a admiração do mundo. A essa admiração dos homens respondem com o anúncio dos prodígios da graça que o Senhor realiza naqueles que ama” (VC, 20). “Deste modo, a Vida Consagrada torna-se um dos rastos concretos que a Trindade deixa na história, para que os homens possam sentir o encanto e a saudade da beleza divina”, diz o Papa (VC,20). Exemplos de pessoas consagradas são os brasileiros: Santa Paulina, Beato Frei Galvão e Beato José de Anchieta.

A Vida Consagrada torna seus membros testemunhas de Cristo no mundo, sobretudo pela prática da caridade, da solidariedade com os pobres e os excluídos e pela missionariedade. “Há que afirmar que a missionariedade está inscrita no coração mesmo de toda forma de Vida Consagrada”, afirma o Papa (VC, 25).

Então, que o Mês Vocacional seja uma oportunidade feliz para fazer conhecer e amar esta vocação tão preciosa da Vida Consagrada!

Dom Cláudio Cardeal Hummes

Arcebispo de São Paulo

3 de ago. de 2010

Oferecimento do dia

Oferecimento do dia

Coração Divino de Jesus, eu te ofereço por meio do Coração Imaculado de Maria, Mãe da Igreja, em união com o sacrifício Eucarístico, as orações e as ações, as alegrias e os sacrifícios deste dia, em reparação dos pecados e pela salvação de todos os homens, na graça do Espírito Santo, na glória do Divino Pai.