O Instituto das Servas do Sagrado Coração de Jesus Agonizante, é uma comunidade de pessoas que optaram por viver juntas, para continuar na Igreja a obra de salvação, para testemunhar pela união fraterna o Evangelho a todos os homens e sua fé na ressurreição futura . A reparação e o serviço aos mais pobres esprimem a finalidade e o carisma específico do Instituto.

3 de abr. de 2011

Onomastico de nossa Madre!!!!



No dia de São Celestino festejamos com muita alegria o onomástico de nossa querida

Madre Celestina!!!

Parabéns !!!!! Estamos unidas na oração, suas filhas do Brasil.

Comunidade de São Bernardo e do Cabuçu.


1 de abr. de 2011

A luz do mundo

Dom Eurico dos Santos Veloso Arcebispo Emérito de Juiz de Fora - MG

O milagre do cego de nascença é contado somente por João. O autor sagrado diz que escreveu seu Evangelho para que crêssemos que Jesus é o Messias, o Filho de Deus, e, crendo, tivéssemos a vida em seu nome. Assim, com a narração do cego de nascença(cf. Jo 9, 1-41), o apóstolo quer mostrar que Jesus é a vida e a luz do mundo: dá a luz ao cego de nascença, em contraste com a cegueira espiritual dos judeus. Percebe-se no interior da narrativa a argumentação encadeada para levar o leitor a adorar Jesus como Filho de Deus. O texto era destinado à catequese dos que iam ser batizado. Da sujeira e da lama do pecado, erguiam-se os novos cristãos, depois de se terem lavado - como o cego - nas águas puras do Batismo. Evidentemente, não bastava o rito do Batismo em si. Era necessária a fé em Jesus e a adesão irrestrita a sua doutrina, acreditando na preexistência de Jesus e como sendo a palavra na qual o Pai se revelou. É preciso ser humilde para reconhecer as próprias cegueiras. Precisamos parar para verificar as trevas as quais carregamos e nos libertar delas, recebendo a luz de Cristo, que nos faz amar os irmãos, praticar a justiça, a fraternidade e a paz.



Site CNBB

Papa reza pelos jovens.

A Sala de Imprensa da Santa Sé informou hoje, 1º de abril, que nas intenções de oração do papa Bento XVI para este mês estão o anúncio do Evangelho aos jovens e àqueles que ainda não conhecem a Boa Nova de Jesus. A intenção do papa para o Apostolado da Oração é: “Para que, através do anúncio crível do Evangelho, a Igreja saiba oferecer sempre, às novas gerações, renovadas razões de vida e esperança”. Sua intenção missionária é: “Para que, através da proclamação do Evangelho e do testemunho da sua vida, os missionários levem Cristo a todos os que ainda não O conhecem”.
Site da CNBB

11 de mar. de 2011

Quaresma, tempo para abandonar o egoísmo

O Papa afirma que seguir os passos da morte de Cristo leva a uma mudança de coração e de vida

Na sua mensagem para a Quaresma o Papa disse que este tempo é uma oportunidade para abandonar o egoísmo e as amarras de possuir. “A cupidez da posse provoca violência, prevaricação e morte: por isso a Igreja, especialmente no tempo quaresmal, convida à prática da esmola, ou seja, à capacidade de partilha.”, disse.
Bento XVI recordou também que uma boa maneira de se preparar para a Pascoa é praticar a leitura da Palavra de Deus. As leituras do Evangelho dos Domingos da Quaresma, disse, “guia-nos para um encontro particularmente intenso com o Senhor”.
Evangelhos da Quaresma
A leitura do primeiro Domingo revela a condição humana. Jesus luta contra as suas próprias tentações e, através dessa batalha, os cristão podem descobrir as suas próprias debilidades humanas e a necessidade da Graça.
No segundo Domingo o Evangelho centra-se na Transfiguração que não só pressagia a Ressurreição, como também permite que a comunidade cristã se dê conta de que Cristo é o seu líder. Também é um convite para deixar de lado as preocupações diárias e colocar-se na presença de Deus.
O terceiro Domingo da Quaresma relata a história do encontro de Cristo com a samaritana. Bento XVI afirma que esta passagem ilustra a paixão de Deus pela humanidade, por todos os homens e mulheres. Também recorda que só Deus pode satisfazer e encher o vazio que tantos homens e mulheres sentem actualmente.
O quarto Domingo da Quaresma poderá ler-se a cura do cego. Este milagre mostra que Cristo não só quer curar fisicamente, mas também iluminar os cantos obscuros da vida das pessoas. Através dessa luz da verdade convida todos a viver como “filhos da luz”.
O Papa também comenta que a história de Lázaro, que se poderá escutar no quinto Domingo da Quaresma, coloca a ressurreição como ponto central. A ressurreição de Lázaro é a maneira como Cristo diz “eu sou a Ressurreição, acreditas nisto?”. É o momento em que a comunidade cristã abandona todas as suas esperanças em Cristo.
Modelo da Sua morte
O seguir o “modelo da Sua morte” meditando a Palavra de Deus e a consequente mudança das nossas vidas, causa uma conversão em nós. A Páscoa converte-se verdadeiramente num novo começo quando os cristãos chegam ao Tríduo Pascal seguindo o exemplo de Cristo.

Fonte site da CNBB

Papa envia mensagem para a Campanha da Fraternidade.

O papa Bento XVI enviou ao presidente da CNBB, dom Geraldo Lyrio Rocha, uma mensagem cumprimentando a Igreja no Brasil pela pela Campanha da Fraternidade, aberta hoje, Quarta-feira de Cinzas.
Leia a íntegra da mensagem.

Ao venerado irmão,
Dom Geraldo Lyrio Rocha
Arcebispo de Mariana (MG) e Presidente da CNBB
É com viva satisfação que venho unir-me, uma vez mais, a toda Igreja no Brasil que se propõe percorrer o itinerário penitencial da quaresma, em preparação para a Páscoa do Senhor Jesus, no qual se insere a Campanha da Fraternidade cujo tema neste ano é: “Fraternidade e vida no Planeta”, pedindo a mudança de mentalidade e atitudes para a salvaguarda da criação.
Pensando no lema da referida Campanha, “a criação geme em dores de parto”, que faz eco às palavras de São Paulo na sua Carta aos Romanos (8,22), podemos incluir entre os motivos de tais gemidos o dano provocado na criação pelo egoísmo humano. Contudo, é igualmente verdadeiro que a “criação espera ansiosamente a revelação dos filhos de Deus” (Rm 8,19). Assim como o pecado destrói a criação, esta é também restaurada quando se fazem presentes “os filhos de Deus”, cuidando do mundo para que Deus seja tudo em todos (cf. 1Co 15,28).
O primeiro passo para uma reta relação com o mundo que nos circunda é justamente o reconhecimento, da parte do homem, da sua condição de criatura: o homem não é Deus, mas Sua imagem; por isso, ele deve procurar tornar-se mais sensível à presença de Deus naquilo que está ao seu redor: em todas as criaturas e, especialmente, na pessoa humana há uma certa epifania de Deus. “Quem sabe reconhecer no cosmos os reflexos do rosto invisível do Criador, é levado a ter maior amor pelas criaturas” (Bento XVI, Homilia na Solenidade da Santíssima Mãe de Deus, 1/1/2010). O homem só será capaz de respeitar as criaturas na medida em que tiver no seu espírito um sentido pleno da vida; caso contrário, será levado a desprezar-se a si mesmo e aquilo que o circunda, a não ter respeito pelo ambiente em que vive, pela criação. Por isso, a primeira ecologia a ser defendida é a “ecologia humana” (cf. Bento XVI, Encíclica Caritas in veritate, 51). Ou seja, sem uma clara defesa da vida humana, desde sua concepção até a morte natural; sem uma defesa da família baseada no matrimônio entre um homem e uma mulher; sem uma verdadeira defesa daqueles que são excluídos e marginalizados pela sociedade, sem esquecer, neste contexto, daqueles que perdem tudo, vítimas de desastres naturais, nunca se poderá falar de uma autêntica defesa do meio-ambiente.
Recordando que o dever de cuidar do meio-ambiente é um imperativo que nasce da consciência de que Deus confia Sua criação ao homem não para que este exerça sobre ela um domínio arbitrário, mas que a conserve e cuide como um filho cuida da herança de seu pai, e uma grande herança Deus confiou aos brasileiros, de bom grado envio-lhes uma propiciadora bênção apostólica.

Vaticano, 16 de fevereiro de 2011
Bento XVI



1 de mar. de 2011

Maria... mãe da ternura!!!!


Ò Maria
Arbitra e Soberana do meu coração
Alma da minha alma
Vida da minha vida
Depois de Jesus minha pura delícia
Eu, o último dos servos teus...
Mas teu amante sincero
Prostrado a teus pés
A mim e a todas as minhas Filhas Espirituais
Ardentemente recomendo
Á Tua materna proteção.

Pe. Marco Morelli, 08 de outubro de 1872.

“Fraternidade e a Vida no Planeta”

A Paróquia Jesus de Nazaré (SP) realizou neste domingo 27 de fevereiro, um encontro de formação para animadores da Campanha da Fraternidade 2011, “Fraternidade e a Vida no Planeta”. No encontro Pe. Francesco Commissari (pároco) apresentou alguns trechos do vídeo proposto pela CNBB o qual ressalta alguns dos temas abordados na campanha, mas que já há alguns anos vem sendo retomado com abordagens diferentes, tais como:
A intervenção do homem na natureza paralelo aos fenômenos naturais que ocorrem de tempos em tempos; o meio ambiente sendo degradado e em contra partida a ocorrência de chuvas intensas, enchentes e aquecimento global.
Os agentes de pastoral das 13 comunidades da paróquia, participaram da formação e ao longo da quaresma vão poder levar as famílias visitadas um pouco mais sobre a importância da preservação do planeta, do nosso país, da nossa cidade, mas principalmente estimular a uma nova atitude diante do lixo, do consumo desenfreado, do abuso dos bens naturais e uma percepção destes bens como obras do CRIADOR, olhar a CRIAÇÂO num todo sem separar vida humana e natureza.




Cuidar da vida, um desafio.



Diocese de Santo André, 17 de fevereiro de 2011.
“O Senhor Deus tomou o homem e colocou-o no jardim do Éden para cultivá-lo e guardá-lo” (Gn 2, 15).
A leitura dos primeiros capítulos da Bíblia mostra que nós somos o objeto principal do amor de Deus. De fato, Ele nos tirou da terra para nos introduzir em um belíssimo jardim, o Éden. Fomos feitos com carinho pelas mãos do Pai e vocacionados a ser, em toda a nossa existência, a Sua imagem mais perfeita no mundo.
Perceba no versículo proposto que recebemos do Criador uma tarefa clara: cultivar e guardar a terra.
Em primeiro lugar essa “terra” é a nossa própria vida. O propósito divino é que sejamos um jardim bem florido, irrigado, cheio de vida, e não um deserto terrível (cf. Is 51, 3). Isso significa que Deus quer a nossa felicidade, e que Ele tem um plano para nos levar a essa abundância, que passa necessariamente pela adesão a Cristo.
Quando vivemos em paz com Deus, isto é, combatendo as fraquezas de nossa frágil natureza humana, gozamos de paz conosco mesmos e, sobretudo, com as pessoas à nossa volta. Aí atingimos esse grau que Deus espera de nós, esse estágio de harmonia, de alegria, de felicidade, de perdão aos outros, de amor, de solidariedade.
A razão pela qual Jesus, no início do Seu ministério, dirigiu-se, sob a moção do Espírito Santo ao deserto, é a mesma pela qual adentramos esse tempo litúrgico, a Quaresma. E que razão é essa? Purificar o próprio projeto de vida frente ao chamado de Deus. No deserto Cristo foi tentado a abandonar Seu propósito de vida, frente aos ‘prazeres’ que Lhe foram apresentados. Na Quaresma, que nos prepara para a maior festa cristã, a Páscoa, também somos confrontados “no deserto”, em meio às piedosas práticas do jejum, da oração e da caridade; são 40 dias difíceis, de purificação mesmo, de duras provas, ou seja, de “chances do céu” para nos tornar pessoas melhores.
Foi no deserto que Israel aprendeu a obediência a Deus, a duras penas, para então entrar na Terra Prometida. Foi no deserto que Jesus fortaleceu-se espiritualmente para assumir Sua missão com poder. Perceba que o deserto é lugar de passagem apenas, jamais nosso fim último.
Em sua vida também o deserto, ou seja, as provas, não são o destino final. Não se iluda, Deus quer o seu bem, quer que sua vida seja uma contínua bênção, um jardim florido. Por isso, Ele permite tempos de prova em sua jornada, para te refinar e te fazer entrar de vez na posse da vida abundante. Vida a ser cultivada e guardada…
Caso ainda não estejamos usufruindo dessa maravilhosa vida, que o Éden tão bem representa, é porque não temos cultivado e cuidado bem de nosso jardim. Se você fizer sua parte, Deus fará a Dele, e o(a) manterá irrigado(a) e florido(a). Se, contudo, negligenciarmos nosso papel, viveremos em estado desértico, áridos, sem vida, sem cores. O descuido do ser humano com a própria vida reflete-se, entre outras coisas, no descuido com a natureza. Por essa razão, na Campanha da Fraternidade (CF) desse ano, a Igreja no Brasil lança um olhar preocupado sobre a nossa relação com todas as formas de vida no planeta. Estão aí questões problemáticas: aquecimento global, mudanças climáticas, tragédias naturais em toda parte etc.
A Igreja, como mãe, além de preocupar-se com o bem espiritual de cada fiel – instruindo-nos à penitência no período quaresmal, para nos fazer mais semelhantes a Jesus –, desafia-nos ao compromisso de tratar a vida no planeta, vendo-o como se fosse uma pessoa muito querida, não um conjunto de coisas descartáveis.
Se aprendermos a cuidar da Terra, que é dom de Deus colocado em nossas mãos, garantiremos um futuro cheio de esperança aos que nos sucederão. Todavia, se novamente, como muitos tem feito com a terra de suas vidas, descuidarmos desse patrimônio que é a natureza, sofremos as conseqüências de nossas más escolhas.
Como disse o apóstolo Paulo, no texto que motiva essa CF, “a criação geme em dores de parto” (Rm 8, 22); ela grita, ela chora, ela padece em função de nossos erros em sua administração (cultivo e cuidado).
Se tivéssemos um mundo mais cristão, certamente não precisaríamos estar refletindo sobre questões ecológicas na Quaresma, diante do sinal de alerta que a mês a mês, ano a ano, nosso planeta tem emitido… Se cada um de nós, aproveitando esse tempo favorável de conversão, passar a cuidar melhor de sua própria vida, incluindo sua espiritualidade, voltando-se para Deus, buscando a confissão e o jejum e, principalmente a Eucaristia (que será celebrada diariamente em nossa Paróquia na Quaresma), certamente teremos atitudes novas em nossa relação com o mundo onde vivemos, mudando hábitos, evitando desperdícios e incentivando ações de sustentabilidade.
Ter o Paraíso, assim, tanto individualmente, como socialmente, depende de uma decisão nossa. Só vive no deserto quem quer, já que da parte de Deus não falta recursos para nos fazer reflorescer sempre que O buscamos.
O mundo ainda tem jeito, porque o ser humano, em Cristo, ainda tem jeito! Deus conta com você. Faça a sua parte, desperte para o que tem ocorrido ao seu redor e dentro de você. Entenda o seu papel na construção de um tempo mais feliz e sustentável. Coopere com o Criador, cultive e guarde o que está ao teu alcance. Deixe de fazer mal a você mesmo, andando no pecado; deixe de estragar o planeta, vivendo na indiferença, que outra coisa não é senão produto do pecado social, de uma sociedade que tirou Deus do centro e entronizou o deus desse mundo, os prazeres, a ganância, a exploração, e vem colhendo o resultado de sua semeadura: miséria, destruição, escassez de água, até mesmo de ar puro. Jesus deu um basta à tentação; faça o mesmo. Cuide-se e cuide.

Padre Augusto Cesar
Paróquia Nossa Senhora de Fátima – SBCampo

Fonte:
http://www.diocesesantoandre.org.br

18 de fev. de 2011

A concretude do ideal de pobreza.

“O Espírito da pobreza sugerida pelo Evangelho exige em quem à professa, o exercício do trabalho.
Por isso cada Serva em seu serviço, deve usar diligentemente o tempo atribuído ao mesmo serviço. Deve considerar o mesmo como meio de expiação e de reparação, aliás, como oração muito valorizada pelo Sagrado Coração de Jesus.
De fato, também Santo Agostinho diz que reza sempre aquele que sempre trabalha por amor de Jesus.
As Servas serão solícitas em imitar a Sagrada Família, “que na casa de Nazaré unia á oração, o trabalho e alimentava-se assim com o pão fruto de seu suor”.
O trabalho se torna mesmo a nível espiritual, um meio eficaz para contribuir ao resgate do ser humano.

Pe. Marco Morelli, trecho extraído do livro “ Como Aquele que serve”

Presidência da CNBB é recebida pela presidente Dilma Rousseff

Os bispos da Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Geraldo Lyrio Rocha (presidente), dom Luis Soares Vieira (vice-presidente) e dom Dimas Lara Barbosa (secretário geral), foram recebidos em audiência, nesta quinta-feira, 17, pela presidente da República, Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto. A audiência começou por volta das 15h30 e durou pouco mais de 40 minutos.
A CNBB conversou com a presidente sobre trabalhos sociais de fronteiras como assistência aos aidéticos, aos dependentes químicos, pessoas com deficiência, filantropia. Outros temas que fizeram parte da pauta foram a erradicação da miséria e da fome, economia solidária, agricultura familiar.
A Presidência da CNBB discutiu também com a presidente Dilma a questão dos povos indígenas e quilombolas, água para a população do nordeste, reformas política e agrária e o Código Florestal.
Segundo o presidente da CNBB, dom Geraldo Lyrio Rocha, a presidente Dilma acolheu com muita atenção os assuntos apresentados pela CNBB. Ao final da audiência, a presidente pediu a dom Geraldo que benzesse a imagem de Nossa Senhora Aparecida, que ela traz junto à sua mesa de trabalho.


Mensagem do papa Bento XVI para o 48º Dia Mundial de Oração pelas Vocações

Queridos irmãos e irmãs!

O 48.º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, que será celebrado no dia 15 de Maio de 2011, IV Domingo de Páscoa, convida-nos a refletir sobre o tema: «Propor as vocações na Igreja local». Há sessenta anos, o Venerável Papa Pio XII instituiu a Pontifícia Obra para as Vocações Sacerdotais. Depois, em muitas dioceses, foram fundadas pelos Bispos obras semelhantes, animadas por sacerdotes e leigos, correspondendo ao convite do Bom Pastor, quando, «ao ver as multidões, encheu-Se de compaixão por elas, por andarem fatigadas e abatidas como ovelhas sem pastor» e disse: «A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi, pois, ao dono da messe que mande trabalhadores para a sua messe» (Mt 9, 36-38).
A arte de promover e cuidar das vocações encontra um luminoso ponto de referência nas páginas do Evangelho, onde Jesus chama os seus discípulos para O seguir e educa-os com amor e solicitude. Objeto particular da nossa atenção é o modo como Jesus chamou os seus mais íntimos colaboradores a anunciar o Reino de Deus (cf. Lc 10, 9). Para começar, vê-se claramente que o primeiro ato foi a oração por eles: antes de os chamar, Jesus passou a noite sozinho, em oração, à escuta da vontade do Pai (cf. Lc 6, 12), numa elevação interior acima das coisas de todos os dias. A vocação dos discípulos nasce, precisamente, no diálogo íntimo de Jesus com o Pai. As vocações ao ministério sacerdotal e à vida consagrada são fruto, primariamente, de um contacto constante com o Deus vivo e de uma oração insistente que se eleva ao «Dono da messe» quer nas comunidades paroquiais, quer nas famílias cristãs, quer nos cenáculos vocacionais.
O Senhor, no início da sua vida pública, chamou alguns pescadores, que estavam a trabalhar nas margens do lago da Galileia: «Vinde e segui-Me, e farei de vós pescadores de homens» (Mt 4, 19). Mostrou-lhes a sua missão messiânica com numerosos «sinais», que indicavam o seu amor pelos homens e o dom da misericórdia do Pai; educou-os com a palavra e com a vida, de modo a estarem prontos para ser os continuadores da sua obra de salvação; por fim, «sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo para o Pai» (Jo 13, 1), confiou-lhes o memorial da sua morte e ressurreição e, antes de subir ao Céu, enviou-os por todo o mundo com este mandato: «Ide, pois, fazer discípulos de todas as nações» (Mt 28, 19).
A proposta, que Jesus faz às pessoas ao dizer-lhes «Segue-Me!», é exigente e exaltante: convida-as a entrar na sua amizade, a escutar de perto a sua Palavra e a viver com Ele; ensina-lhes a dedicação total a Deus e à propagação do seu Reino, segundo a lei do Evangelho: «Se o grão de trigo cair na terra e não morrer, fica só ele; mas, se morrer, dá muito fruto» (Jo 12, 24); convida-as a sair da sua vontade fechada, da sua ideia de auto-realização, para embrenhar-se noutra vontade, a de Deus, deixando-se guiar por ela; faz-lhes viver em fraternidade, que nasce desta disponibilidade total a Deus (cf. Mt 12, 49-50) e se torna o sinal distintivo da comunidade de Jesus: «O sinal por que todos vos hão-de reconhecer como meus discípulos é terdes amor uns aos outros» (Jo 13, 35).
Também hoje, o seguimento de Cristo é exigente; significa aprender a ter o olhar fixo em Jesus, a conhecê-Lo intimamente, a escutá-Lo na Palavra e a encontrá-Lo nos Sacramentos; significa aprender a conformar a própria vontade à d’Ele. Trata-se de uma verdadeira e própria escola de formação para quantos se preparam para o ministério sacerdotal e a vida consagrada, sob a orientação das autoridades eclesiásticas competentes. O Senhor não deixa de chamar, em todas as estações da vida, para partilhar a sua missão e servir a Igreja no ministério ordenado e na vida consagrada; e a Igreja «é chamada a proteger este dom, a estimá-lo e amá-lo: ela é responsável pelo nascimento e pela maturação das vocações sacerdotais» (JOÃO PAULO II, Exort. ap. pós-sinodal Pastores dabo vobis, 41). Especialmente neste tempo, em que a voz do Senhor parece sufocada por «outras vozes» e a proposta de O seguir oferecendo a própria vida pode parecer demasiado difícil, cada comunidade cristã, cada fiel, deveria assumir, conscientemente, o compromisso de promover as vocações. É importante encorajar e apoiar aqueles que mostram claros sinais de vocação à vida sacerdotal e à consagração religiosa, de modo que sintam o entusiasmo da comunidade inteira quando dizem o seu «sim» a Deus e à Igreja. Da minha parte, sempre os encorajo como fiz quando escrevi aos que se decidiram entrar no Seminário: «Fizestes bem [em tomar essa decisão], porque os homens sempre terão necessidade de Deus – mesmo na época do predomínio da técnica no mundo e da globalização –, do Deus que Se mostrou a nós em Jesus Cristo e nos reúne na Igreja universal, para aprender, com Ele e por meio d’Ele, a verdadeira vida e manter presentes e tornar eficazes os critérios da verdadeira humanidade» (Carta aos Seminaristas, 18 de Outubro de 2010).
É preciso que cada Igreja local se torne cada vez mais sensível e atenta à pastoral vocacional, educando a nível familiar, paroquial e associativo, sobretudo os adolescentes e os jovens – como Jesus fez com os discípulos – para maturarem uma amizade genuína e afetuosa com o Senhor, cultivada na oração pessoal e litúrgica; para aprenderem a escuta atenta e frutuosa da Palavra de Deus, através de uma familiaridade crescente com as Sagradas Escrituras; para compreenderem que entrar na vontade de Deus não aniquila nem destrói a pessoa, mas permite descobrir e seguir a verdade mais profunda de si mesmos; para viverem a gratuidade e a fraternidade nas relações com os outros, porque só abrindo-se ao amor de Deus é que se encontra a verdadeira alegria e a plena realização das próprias aspirações. «Propor as vocações na Igreja local» significa ter a coragem de indicar, através de uma pastoral vocacional atenta e adequada, este caminho exigente do seguimento de Cristo, que, rico de sentido, é capaz de envolver toda a vida.
Dirijo-me particularmente a vós, queridos Irmãos no Episcopado. Para dar continuidade e difusão à vossa missão de salvação em Cristo, «promovam o mais possível as vocações sacerdotais e religiosas, e de modo particular as missionárias» (Decr. Christus Dominus, 15). O Senhor precisa da vossa colaboração, para que o seu chamamento possa chegar aos corações de quem Ele escolheu. Cuidadosamente escolhei os dinamizadores do Centro Diocesano de Vocações, instrumento precioso de promoção e organização da pastoral vocacional e da oração que a sustenta e garante a sua eficácia. Quero também recordar-vos, amados Irmãos Bispos, a solicitude da Igreja universal por uma distribuição equitativa dos sacerdotes no mundo. A vossa disponibilidade face a dioceses com escassez de vocações torna-se uma bênção de Deus para as vossas comunidades e constitui, para os fiéis, o testemunho de um serviço sacerdotal que se abre generosamente às necessidades da Igreja inteira.
O Concílio Vaticano II recordou, explicitamente, que o «dever de fomentar as vocações pertence a toda a comunidade cristã, que as deve promover, sobretudo mediante uma vida plenamente cristã» (Decr. Optatam totius, 2). Por isso, desejo dirigir uma fraterna saudação de especial encorajamento a quantos colaboram de vários modos nas paróquias com os sacerdotes. Em particular, dirijo-me àqueles que podem oferecer a própria contribuição para a pastoral das vocações: os sacerdotes, as famílias, os catequistas, os animadores. Aos sacerdotes recomendo que sejam capazes de dar um testemunho de comunhão com o Bispo e com os outros irmãos no sacerdócio, para garantirem o húmus vital aos novos rebentos de vocações sacerdotais. Que as famílias sejam «animadas pelo espírito de fé, de caridade e piedade» (Ibid., 2), capazes de ajudar os filhos e as filhas a acolherem, com generosidade, o chamamento ao sacerdócio e à vida consagrada. Convictos da sua missão educativa, os catequistas e os animadores das associações católicas e dos movimentos eclesiais «de tal forma procurem cultivar o espírito dos adolescentes a si confiados, que eles possam sentir e seguir de bom grado a vocação divina» (Ibid., 2).
Queridos irmãos e irmãs, o vosso empenho na promoção e cuidado das vocações adquire plenitude de sentido e de eficácia pastoral, quando se realiza na unidade da Igreja e visa servir a comunhão. É por isso que todos os momentos da vida da comunidade eclesial – a catequese, os encontros de formação, a oração litúrgica, as peregrinações aos santuários – são uma ocasião preciosa para suscitar no Povo de Deus, em particular nos menores e nos jovens, o sentido de pertença à Igreja e a responsabilidade em responder, com uma opção livre e consciente, ao chamamento para o sacerdócio e a vida consagrada.
A capacidade de cultivar as vocações é sinal característico da vitalidade de uma Igreja local. Invoquemos, com confiança e insistência, a ajuda da Virgem Maria, para que, seguindo o seu exemplo de acolhimento do plano divino da salvação e com a sua eficaz intercessão, se possa difundir no âmbito de cada comunidade a disponibilidade para dizer «sim» ao Senhor, que não cessa de chamar novos trabalhadores para a sua messe. Com estes votos, de coração concedo a todos a minha Bênção Apostólica.

Vaticano, 15 de Novembro de 2010.
BENEDICTUS PP. XVI

Fonte: www.cnbb.com.br

5 de fev. de 2011

Apresentação do Senhor no Templo!!!!

Bento XVI exorta aos consagrados a serem assíduos ouvintes da Palavra de Deus.

O Papa Bento XVI presidiu, na última quarta-feira, 3 de fevereiro, na Basílica de São Pedro, as Vésperas da Apresentação do Senhor no Templo no XV Dia Mundial da Vida Consagrada. Em sua homilia, o Papa frisou aos consagrados e fiéis presentes, que em Jesus, luz das nações, se realiza o encontro entre o Antigo e o Novo Testamento.
"Jesus entra no antigo templo, Ele que é o novo Templo de Deus veio visitar o seu povo, cumprindo assim a obediência à Lei e inaugurando os últimos tempos da salvação" – frisou Bento XVI. Somente Simeão e Ana descobrem essa grande novidade. Conduzidos pelo Espírito Santo, eles encontram naquele Menino a realização da promessa divina. Ambos contemplam a luz de Deus, que veio iluminar o mundo. "No comportamento profético dos dois idosos se encontra toda a Antiga Aliança que expressa a alegria do encontro com o Redentor. Quando viram o Menino, Simeão e Ana intuíram que era Ele o esperado" – sublinhou o pontífice. Bento XVI disse ainda que a Apresentação do Senhor no Templo "é um eloqüente ícone da total doação daquelas pessoas que foram chamadas a viver na Igreja e no mundo, através dos conselhos evangélicos, os traços característicos de Jesus virgem, pobre e obediente". Por isso, a festa celebrada no dia 02 foi escolhida pelo Papa João Paulo II para comemorar, todos os anos, o Dia Mundial da Vida Consagrada. Nesse contexto, Bento XVI saudou com gratidão o Arcebispo de Brasília, Dom João Braz de Aviz, há pouco nomeado Prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica. Enfim, o Santo Padre pediu aos consagrados para que sejam assíduos ouvintes da Palavra de Deus e testemunhas coerentes de Jesus Cristo.
(CNBB= Conferência Nacional dos Bispos do Brasil)

"Sempre trabalhei com amor"


(A seguir, texto escrito por São João Bosco, sobre a educação. Em uma época (século XIX) dominada pela exclusão e por castigos físicos, Dom Bosco fala em educação com amor e respeito. )

"Antes de mais nada, se queremos ser amigos do verdadeiro bem dos nossos alunos e levá-los ao cumprimento de seus deveres, é indispensável jamais vos esquecerdes de que representais os pais desta querida juventude. Ela sempre foi o terno objeto dos meus trabalhos, dos meus estudos e do meu ministério sacerdotal; não apenas meu, mas da cara congregação salesiana.
Quantas vezes, meus filhinhos, no decurso de toda a minha vida, tive de me convencer desta grande verdade! É mais fácil encolerizar-se do que ter paciência, ameaçar uma criança do que persuadi-la. Direi mesmo que é mais cômodo, para nossa impaciência e nossa soberba, castigar os que resistem do que corrigi-los, suportando os com firmeza e suavidade.
Tomai cuidado para que ninguém vos julgue dominados por um ímpeto de violenta indignação. É muito difícil, quando se castiga, conservar aquela calma tão necessária para afastar qualquer dúvida de que agimos para demonstrar a nossa autoridade ou descarregar o próprio mal humor.
Consideremos como nossos filhos aqueles sobre os quais exercemos certo poder. Ponhamo-nos a seu seviço, assim como Jesus, que veio para obedecer e não para dar ordens; envergonhemo-nos de tudo o que nos possa dar aparência de dominadores; e se algum domínio exercemos sobre eles, é para melhor servirmos.
Assim procedia Jesus com seus apóstolos; tolerava-os na sua ignorância e rudeza, e até mesmo na sua pouca fidelidade. A afeição e a familiaridade com que tratava os pecadores eram tais que em alguns causava espanto, em outros escândalo, mas em muitos infundia a esperança de receber o perdão de Deus. Por isso nos ordenou que aprendêssemos dele a ser mansos e humildes de coração.
Uma vez que são nossos filhos, afastemos toda cólera quando devemos corrigir-lhes as faltas ou, pelo menos, a moderemos de tal modo que pareça totalmente dominada.
Nada de agitação de ânimo, nada de desprezo no olhar, nada de injúrias nos lábios; então sereis verdadeiros pais se conseguirem uma verdadeira correção.
Em determinados momentos muito graves, vale mais uma recomendação a Deus, um ato de humildade perante ele, do que uma tempestade de palavras que só fazem mal a quem as ouve e não e não tem proveito algum para quem as merece"

São João Bosco – Dom Bosco (1815-1888), citado em: "Liturgia das Horas-vol III", págs.1225-1226,

24 de jan. de 2011

As Feridas Abertas...

Dom Filippo Santoro
Bispo de Petrópolis (RJ)
A realidade desta catástrofe é mais dura do que aparece nas imagens da TV e na imprensa. A destruição é dramática como se um terremoto tivesse passado no Vale de Cuiabá em Petrópolis, em São José do Vale do Rio Preto, Areal, em Teresópolis (Caleme, Campo Grande, Pessegueiros, Cruzeiro, Santa Rita, Bonsucesso, Vieira) e Nova Friburgo. Mais de 750 pessoas, até este momento, perderam a vida. Muitos são os desabrigados e os desalojados e a natureza ficou destruída.
As analises mais imediatas acusam a ocupação irresponsável das encostas e a falta de planejamento urbano para a moradia de pessoas pobres que moram em lugares de risco.
É evidente também a agressão à natureza ao longo dos anos. Estamos diante do maior desastre ocorrido na história do Brasil. Mas estas observações não nos consolam nem nos satisfazem. É fácil identificar os réus do momento e ficar com a consciência acomodada, voltando à rotina quotidiana sem uma verdadeira mudança.
O drama é mais a fundo e nos coloca diante do mistério da nossa existência e da nossa fragilidade, do limite e do mal. O drama nos sacode, provoca a solidariedade e levanta as perguntas mais radicais que a nossa sociedade normalmente censura.
Durante o desastre todas as igrejas e igrejinhas da região ficaram de pé, mesmo sendo invadidas pela lama. É um sinal simples da cruz de Cristo que vive no meio do drama dos homens participando do seu sofrimento. Com efeito, Jesus entrou no abismo da morte tornando-se companheiro de todos os que perdem a vida, abrindo as portas da esperança. É preciso mesmo alguém que entre no âmago da morte e da vida para sustentar a esperança; e este é Jesus nosso Salvador, morto e ressuscitado.
“Nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem o presente, nem o futuro, nem as potências, nem a altura, nem a profundeza, nem outra criatura qualquer será capaz de nos separar do amor de Deus que está no Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 8, 38-39).
Na noite, na lama, na chuva Ele não nos abandona. Na ferida dolorosa destes dias Ele está presente como balsamo de infinito amor que sustenta a disponibilidade a servir e o ímpeto grandioso da solidariedade que se está manifestando nestes dias.
Visitando os sobreviventes desta região é visível a sua fé que sustenta a dor e acolhe a ajuda generosa de amigos e desconhecidos.
Uma igreja, perto de São José do Vale do Rio Preto, foi invadida pela água que havia chegado ate o sacrário; um jovem ministro da Eucaristia foi nadando, recuperou o Santíssimo e segurando-o com uma mão, enquanto com a outra nadava, o colocou em salvo.
Junto com a graça de Deus é necessária a nossa iniciativa em reconhecer o Senhor e em trabalhar na solidariedade com todos, sem discriminar ninguém, dando um novo sentido à normalidade da vida. O dever da reconstrução cabe a todos nós em parceria com o Estado e os poderes públicos para prevenir outros desastres e providenciar um planejamento urbano responsável.


Mas, a ferida dos mortos quem a curará?
Exatamente esta ferida é abraçada pelo amor de Cristo que vive no sacrário como no seu corpo que é a Igreja e nos ensina a deixar-nos tocar pelos fatos, a ser solidários, a anunciar a sua presença. Seria triste deixar-se arrastar pela avalanche da rotina e virar a página, talvez esperando o próximo carnaval! A grande provação destes dias nos ensina a reconstruir as cidades devastadas e a retomar com um significado novo o quotidiano, especialmente quando os holofotes serão apagados.








Papa João Paulo II será beatificado em maio



Nesta sexta-feira, 14 de Janeiro, o papa Bento XVI aprovou a publicação do decreto que comprova um milagre atribuído à intercessão de João Paulo II. A beatificação está marcada para 1º de Maio, domingo da Divina Misericórdia.
A data escolhida para a beatificação recorda a celebração litúrgica mais próxima da morte de João Paulo II, que faleceu na véspera da festa da Divina Misericórdia.
O milagre, agora confirmado, refere-se à cura da freira francesa Marie Simon Pierre, que sofria da doença de Parkinson. A religiosa pertence à congregação das Irmãzinhas das Maternidades Católicas e trabalha em Paris, França, tendo superado, em 2005, todos os sintomas da doença de que sofria há quatro anos.
Segundo o cardeal Prefeito da Congregação das Causas dos Santos, dom Ângelo Amato, o decreto sobre a cura da irmã Marie Simon é o que terá mais ressonância na Igreja Católica e no mundo.
No dia 13 de Maio de 2005, apenas quarenta e dois dias após a morte de João Paulo II, o papa Bento XVI anunciou o início imediato do processo de canonização de Karol Wojtyla, dispensando o prazo canônico de cinco anos para a promoção da causa. Ainda em dezembro de 2009, o atual Papa assinou o decreto que reconhece as “virtudes heróicas” de Karol Wojtyla, primeiro passo para a beatificação.
João Paulo II foi papa entre 16 de outubro de 1978 e 2 de abril de 2005, quando faleceu após mais de 25 anos como Sucessor de São Pedro.

( CNBB = Conferência Nacional dos Bispos do Brasil)

Escritos Espirituais

A reparação
As Servas do Sagrado Coração de Jesus Agonizante têm a altíssima vocação de torna-se, em tudo quanto lhes for possível, oferta reparadora ao Sagrado Coração divino de Jesus por causa das inúmeras ofensas que Ele recebe continuamente da parte dos infelizes pecadores, têm a altíssima vocação de tornar-se invocação viva a Deus a fim de que a santa Igreja Apostólica Romana esteja na unidade da comunhão, vocação de tornar-se testemunho operoso da presença e da missão da própria Igreja, a qual é o reino de amor de Jesus Cristo na história.
Por isso elas são chamadas a viver na oração, trabalho e sacrifício com espírito de apainoxada invocação a Deus e de oferta de si a cristo, identificando-se á sua paixão, unidas ás intenções do Sagrado Coração Agonizante de Jesus e do Coração Doloroso de Maria para a salvação dos homens.
O espírito de reparação, identificando com total disponibilidade as Servas ao Coração de Jesus, redentor e salvador do homem, as identifica ao Coração Doloroso de Maria, co-redentora do gênero humano, escolhida para ser partícipe do desígnio divino da salvação do homem, Maria, no momento em que lhe era anunciado pelo Arcanjo Gabriel que seria a mãe do filho de Deus, sendo assim chamada a estar intimamente unida ao divino Salvador, tornou-se totalmente disponível ao eterno desígnio de salvação, dizendo: ‘’ Eis a serva do senhor’’. Por tal razão, as filhas deste Instituto trazem o nome de Servas do Sagrado Coração de Jesus Agonizante, o nome do próprio divino Salvador, pois elas têm a vocação de participar da grande obra da incessante salvação do mundo, á imitação daquilo ao qual foi chamada a Virgem das Dores.
A vocação específica e o espírito indelével das Servas consistem, portanto, na doação de si mesmas quais ofertas vivas para a salvação do homem, identificando-se com o Coração de Jesus Agonizante, por meio do e junto com o Coração Doloroso de Maria.
As Servas do Sagrado Coração, porém não podem exaurir sua tarefa tão somente com a reparação pessoal. Elas receberam de Deus a vocação de oferecerem-se a si mesmas para a salvação de cada homem, incluindo até os que renegam a salvação que Cristo, em seu imenso amor, ofereceu-lhes. Por isso, as servas percorrem o caminho da contínua conversão e da contínua purificação com uma intenção última e específica: a de reparar o mal e o pecado até mesmo pelos outros. È verdade que aquele que não salda as próprias dívidas mal poderia ressarcir as dívidas alheias. Para isto, as servas se inflamem de vivíssimo amor para com o Coração do seu esposo Jesus e partilhem os sofrimentos que ele recebe por causa das ofensas e dos ultrajes que lhe são dirigidos, de tal modo que, em íntima comunhão com o Coração puríssimo da sua e nossa Mãe das Dores, ajudem-se mutuamente a crescer em sua vocação para o bem da salvação de cada homem.

(Escritos Espirituais, Pe. Marco Morelli)

12 de jan. de 2011

Fernão Capelo Gaivota...


Para Fernão nada é limite:
voa, treina, aprende,
paira sobre o comum do viver.

Se o destino é o infinito,
o caminho é nas alturas!

Um bom ano á todas e todos, que as bençãos de Deus nos fortifique sempre mais nesta caminhada rumo ao Seu Reino... de Amor total.

31 de dez. de 2010

MENSAGEM DE ANO NOVO

Ele é o “Príncipe da Paz”
Despedimo-nos do ano velho, saudamos esperançosos o Ano-Novo que chega sob o olhar de Maria, Mãe de Deus, levando o Menino para ser circuncidado e para receber o nome de “Jesus”, que significa “Salvador”, símbolo da identidade de Jesus Cristo e da sua missão neste mundo.

Já é tradição celebrar, no dia 1º de janeiro de cada ano, o “Dia Mundial da Paz”. Em sua Mensagem para este dia, Bento XVI afirma que a “liberdade religiosa é caminho para a paz”. Nesse dia e sempre, somos convidados a orar mais intensamente pela paz, sobretudo pelas vítimas da violência e do terrorismo ideológico, pelas famílias e por todos os povos, onde a convicção religiosa é motivo de guerras e desavenças.

O Papa insiste em que “a liberdade religiosa autêntica é sempre coerente com a busca da verdade e com a verdade do ser humano”. Por outro lado, continua o Santo Padre: “O ser humano não pode ser fragmentado, dividido por aquilo no que crê, porque aquilo no que crê tem um impacto sobre sua vida e sobre sua pessoa”.

Enfim, “tudo o que se opõe à dignidade do ser humano, se opõe à busca da verdade e não pode ser considerado como liberdade religiosa”, escreve Bento XVI. E mais, “nunca deveria ser necessário renegar a Deus para poder gozar dos próprios direitos”.
O Dia Mundial da Paz nos leve a reproduzir em nossas atitudes as atitudes maternas de Maria, tornando-nos promotores da paz, que é obra de justiça e amor. Cultivemos, portanto, a ternura, a acolhida, a misericórdia, o respeito mútuo, a capacidade de perdoar e de amar, e seremos artífices da construção da verdadeira paz.

Imploremos ao “Senhor que nos abençoe e nos guarde! Faça brilhar sobre nós a sua face e se compadeça de nós! O Senhor volte para nós o seu rosto e nos dê a paz’, hoje e ao longo do novo ano.
Na ternura do Príncipe da Paz, um feliz e abençoado Ano-Novo!

Dom Nelson Westrupp, scj
Bispo Diocesano de Santo André
Ano-Novo 2011