O Instituto das Servas do Sagrado Coração de Jesus Agonizante, é uma comunidade de pessoas que optaram por viver juntas, para continuar na Igreja a obra de salvação, para testemunhar pela união fraterna o Evangelho a todos os homens e sua fé na ressurreição futura . A reparação e o serviço aos mais pobres esprimem a finalidade e o carisma específico do Instituto.

1 de mar. de 2011

“Fraternidade e a Vida no Planeta”

A Paróquia Jesus de Nazaré (SP) realizou neste domingo 27 de fevereiro, um encontro de formação para animadores da Campanha da Fraternidade 2011, “Fraternidade e a Vida no Planeta”. No encontro Pe. Francesco Commissari (pároco) apresentou alguns trechos do vídeo proposto pela CNBB o qual ressalta alguns dos temas abordados na campanha, mas que já há alguns anos vem sendo retomado com abordagens diferentes, tais como:
A intervenção do homem na natureza paralelo aos fenômenos naturais que ocorrem de tempos em tempos; o meio ambiente sendo degradado e em contra partida a ocorrência de chuvas intensas, enchentes e aquecimento global.
Os agentes de pastoral das 13 comunidades da paróquia, participaram da formação e ao longo da quaresma vão poder levar as famílias visitadas um pouco mais sobre a importância da preservação do planeta, do nosso país, da nossa cidade, mas principalmente estimular a uma nova atitude diante do lixo, do consumo desenfreado, do abuso dos bens naturais e uma percepção destes bens como obras do CRIADOR, olhar a CRIAÇÂO num todo sem separar vida humana e natureza.




Cuidar da vida, um desafio.



Diocese de Santo André, 17 de fevereiro de 2011.
“O Senhor Deus tomou o homem e colocou-o no jardim do Éden para cultivá-lo e guardá-lo” (Gn 2, 15).
A leitura dos primeiros capítulos da Bíblia mostra que nós somos o objeto principal do amor de Deus. De fato, Ele nos tirou da terra para nos introduzir em um belíssimo jardim, o Éden. Fomos feitos com carinho pelas mãos do Pai e vocacionados a ser, em toda a nossa existência, a Sua imagem mais perfeita no mundo.
Perceba no versículo proposto que recebemos do Criador uma tarefa clara: cultivar e guardar a terra.
Em primeiro lugar essa “terra” é a nossa própria vida. O propósito divino é que sejamos um jardim bem florido, irrigado, cheio de vida, e não um deserto terrível (cf. Is 51, 3). Isso significa que Deus quer a nossa felicidade, e que Ele tem um plano para nos levar a essa abundância, que passa necessariamente pela adesão a Cristo.
Quando vivemos em paz com Deus, isto é, combatendo as fraquezas de nossa frágil natureza humana, gozamos de paz conosco mesmos e, sobretudo, com as pessoas à nossa volta. Aí atingimos esse grau que Deus espera de nós, esse estágio de harmonia, de alegria, de felicidade, de perdão aos outros, de amor, de solidariedade.
A razão pela qual Jesus, no início do Seu ministério, dirigiu-se, sob a moção do Espírito Santo ao deserto, é a mesma pela qual adentramos esse tempo litúrgico, a Quaresma. E que razão é essa? Purificar o próprio projeto de vida frente ao chamado de Deus. No deserto Cristo foi tentado a abandonar Seu propósito de vida, frente aos ‘prazeres’ que Lhe foram apresentados. Na Quaresma, que nos prepara para a maior festa cristã, a Páscoa, também somos confrontados “no deserto”, em meio às piedosas práticas do jejum, da oração e da caridade; são 40 dias difíceis, de purificação mesmo, de duras provas, ou seja, de “chances do céu” para nos tornar pessoas melhores.
Foi no deserto que Israel aprendeu a obediência a Deus, a duras penas, para então entrar na Terra Prometida. Foi no deserto que Jesus fortaleceu-se espiritualmente para assumir Sua missão com poder. Perceba que o deserto é lugar de passagem apenas, jamais nosso fim último.
Em sua vida também o deserto, ou seja, as provas, não são o destino final. Não se iluda, Deus quer o seu bem, quer que sua vida seja uma contínua bênção, um jardim florido. Por isso, Ele permite tempos de prova em sua jornada, para te refinar e te fazer entrar de vez na posse da vida abundante. Vida a ser cultivada e guardada…
Caso ainda não estejamos usufruindo dessa maravilhosa vida, que o Éden tão bem representa, é porque não temos cultivado e cuidado bem de nosso jardim. Se você fizer sua parte, Deus fará a Dele, e o(a) manterá irrigado(a) e florido(a). Se, contudo, negligenciarmos nosso papel, viveremos em estado desértico, áridos, sem vida, sem cores. O descuido do ser humano com a própria vida reflete-se, entre outras coisas, no descuido com a natureza. Por essa razão, na Campanha da Fraternidade (CF) desse ano, a Igreja no Brasil lança um olhar preocupado sobre a nossa relação com todas as formas de vida no planeta. Estão aí questões problemáticas: aquecimento global, mudanças climáticas, tragédias naturais em toda parte etc.
A Igreja, como mãe, além de preocupar-se com o bem espiritual de cada fiel – instruindo-nos à penitência no período quaresmal, para nos fazer mais semelhantes a Jesus –, desafia-nos ao compromisso de tratar a vida no planeta, vendo-o como se fosse uma pessoa muito querida, não um conjunto de coisas descartáveis.
Se aprendermos a cuidar da Terra, que é dom de Deus colocado em nossas mãos, garantiremos um futuro cheio de esperança aos que nos sucederão. Todavia, se novamente, como muitos tem feito com a terra de suas vidas, descuidarmos desse patrimônio que é a natureza, sofremos as conseqüências de nossas más escolhas.
Como disse o apóstolo Paulo, no texto que motiva essa CF, “a criação geme em dores de parto” (Rm 8, 22); ela grita, ela chora, ela padece em função de nossos erros em sua administração (cultivo e cuidado).
Se tivéssemos um mundo mais cristão, certamente não precisaríamos estar refletindo sobre questões ecológicas na Quaresma, diante do sinal de alerta que a mês a mês, ano a ano, nosso planeta tem emitido… Se cada um de nós, aproveitando esse tempo favorável de conversão, passar a cuidar melhor de sua própria vida, incluindo sua espiritualidade, voltando-se para Deus, buscando a confissão e o jejum e, principalmente a Eucaristia (que será celebrada diariamente em nossa Paróquia na Quaresma), certamente teremos atitudes novas em nossa relação com o mundo onde vivemos, mudando hábitos, evitando desperdícios e incentivando ações de sustentabilidade.
Ter o Paraíso, assim, tanto individualmente, como socialmente, depende de uma decisão nossa. Só vive no deserto quem quer, já que da parte de Deus não falta recursos para nos fazer reflorescer sempre que O buscamos.
O mundo ainda tem jeito, porque o ser humano, em Cristo, ainda tem jeito! Deus conta com você. Faça a sua parte, desperte para o que tem ocorrido ao seu redor e dentro de você. Entenda o seu papel na construção de um tempo mais feliz e sustentável. Coopere com o Criador, cultive e guarde o que está ao teu alcance. Deixe de fazer mal a você mesmo, andando no pecado; deixe de estragar o planeta, vivendo na indiferença, que outra coisa não é senão produto do pecado social, de uma sociedade que tirou Deus do centro e entronizou o deus desse mundo, os prazeres, a ganância, a exploração, e vem colhendo o resultado de sua semeadura: miséria, destruição, escassez de água, até mesmo de ar puro. Jesus deu um basta à tentação; faça o mesmo. Cuide-se e cuide.

Padre Augusto Cesar
Paróquia Nossa Senhora de Fátima – SBCampo

Fonte:
http://www.diocesesantoandre.org.br

18 de fev. de 2011

A concretude do ideal de pobreza.

“O Espírito da pobreza sugerida pelo Evangelho exige em quem à professa, o exercício do trabalho.
Por isso cada Serva em seu serviço, deve usar diligentemente o tempo atribuído ao mesmo serviço. Deve considerar o mesmo como meio de expiação e de reparação, aliás, como oração muito valorizada pelo Sagrado Coração de Jesus.
De fato, também Santo Agostinho diz que reza sempre aquele que sempre trabalha por amor de Jesus.
As Servas serão solícitas em imitar a Sagrada Família, “que na casa de Nazaré unia á oração, o trabalho e alimentava-se assim com o pão fruto de seu suor”.
O trabalho se torna mesmo a nível espiritual, um meio eficaz para contribuir ao resgate do ser humano.

Pe. Marco Morelli, trecho extraído do livro “ Como Aquele que serve”

Presidência da CNBB é recebida pela presidente Dilma Rousseff

Os bispos da Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Geraldo Lyrio Rocha (presidente), dom Luis Soares Vieira (vice-presidente) e dom Dimas Lara Barbosa (secretário geral), foram recebidos em audiência, nesta quinta-feira, 17, pela presidente da República, Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto. A audiência começou por volta das 15h30 e durou pouco mais de 40 minutos.
A CNBB conversou com a presidente sobre trabalhos sociais de fronteiras como assistência aos aidéticos, aos dependentes químicos, pessoas com deficiência, filantropia. Outros temas que fizeram parte da pauta foram a erradicação da miséria e da fome, economia solidária, agricultura familiar.
A Presidência da CNBB discutiu também com a presidente Dilma a questão dos povos indígenas e quilombolas, água para a população do nordeste, reformas política e agrária e o Código Florestal.
Segundo o presidente da CNBB, dom Geraldo Lyrio Rocha, a presidente Dilma acolheu com muita atenção os assuntos apresentados pela CNBB. Ao final da audiência, a presidente pediu a dom Geraldo que benzesse a imagem de Nossa Senhora Aparecida, que ela traz junto à sua mesa de trabalho.


Mensagem do papa Bento XVI para o 48º Dia Mundial de Oração pelas Vocações

Queridos irmãos e irmãs!

O 48.º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, que será celebrado no dia 15 de Maio de 2011, IV Domingo de Páscoa, convida-nos a refletir sobre o tema: «Propor as vocações na Igreja local». Há sessenta anos, o Venerável Papa Pio XII instituiu a Pontifícia Obra para as Vocações Sacerdotais. Depois, em muitas dioceses, foram fundadas pelos Bispos obras semelhantes, animadas por sacerdotes e leigos, correspondendo ao convite do Bom Pastor, quando, «ao ver as multidões, encheu-Se de compaixão por elas, por andarem fatigadas e abatidas como ovelhas sem pastor» e disse: «A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi, pois, ao dono da messe que mande trabalhadores para a sua messe» (Mt 9, 36-38).
A arte de promover e cuidar das vocações encontra um luminoso ponto de referência nas páginas do Evangelho, onde Jesus chama os seus discípulos para O seguir e educa-os com amor e solicitude. Objeto particular da nossa atenção é o modo como Jesus chamou os seus mais íntimos colaboradores a anunciar o Reino de Deus (cf. Lc 10, 9). Para começar, vê-se claramente que o primeiro ato foi a oração por eles: antes de os chamar, Jesus passou a noite sozinho, em oração, à escuta da vontade do Pai (cf. Lc 6, 12), numa elevação interior acima das coisas de todos os dias. A vocação dos discípulos nasce, precisamente, no diálogo íntimo de Jesus com o Pai. As vocações ao ministério sacerdotal e à vida consagrada são fruto, primariamente, de um contacto constante com o Deus vivo e de uma oração insistente que se eleva ao «Dono da messe» quer nas comunidades paroquiais, quer nas famílias cristãs, quer nos cenáculos vocacionais.
O Senhor, no início da sua vida pública, chamou alguns pescadores, que estavam a trabalhar nas margens do lago da Galileia: «Vinde e segui-Me, e farei de vós pescadores de homens» (Mt 4, 19). Mostrou-lhes a sua missão messiânica com numerosos «sinais», que indicavam o seu amor pelos homens e o dom da misericórdia do Pai; educou-os com a palavra e com a vida, de modo a estarem prontos para ser os continuadores da sua obra de salvação; por fim, «sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo para o Pai» (Jo 13, 1), confiou-lhes o memorial da sua morte e ressurreição e, antes de subir ao Céu, enviou-os por todo o mundo com este mandato: «Ide, pois, fazer discípulos de todas as nações» (Mt 28, 19).
A proposta, que Jesus faz às pessoas ao dizer-lhes «Segue-Me!», é exigente e exaltante: convida-as a entrar na sua amizade, a escutar de perto a sua Palavra e a viver com Ele; ensina-lhes a dedicação total a Deus e à propagação do seu Reino, segundo a lei do Evangelho: «Se o grão de trigo cair na terra e não morrer, fica só ele; mas, se morrer, dá muito fruto» (Jo 12, 24); convida-as a sair da sua vontade fechada, da sua ideia de auto-realização, para embrenhar-se noutra vontade, a de Deus, deixando-se guiar por ela; faz-lhes viver em fraternidade, que nasce desta disponibilidade total a Deus (cf. Mt 12, 49-50) e se torna o sinal distintivo da comunidade de Jesus: «O sinal por que todos vos hão-de reconhecer como meus discípulos é terdes amor uns aos outros» (Jo 13, 35).
Também hoje, o seguimento de Cristo é exigente; significa aprender a ter o olhar fixo em Jesus, a conhecê-Lo intimamente, a escutá-Lo na Palavra e a encontrá-Lo nos Sacramentos; significa aprender a conformar a própria vontade à d’Ele. Trata-se de uma verdadeira e própria escola de formação para quantos se preparam para o ministério sacerdotal e a vida consagrada, sob a orientação das autoridades eclesiásticas competentes. O Senhor não deixa de chamar, em todas as estações da vida, para partilhar a sua missão e servir a Igreja no ministério ordenado e na vida consagrada; e a Igreja «é chamada a proteger este dom, a estimá-lo e amá-lo: ela é responsável pelo nascimento e pela maturação das vocações sacerdotais» (JOÃO PAULO II, Exort. ap. pós-sinodal Pastores dabo vobis, 41). Especialmente neste tempo, em que a voz do Senhor parece sufocada por «outras vozes» e a proposta de O seguir oferecendo a própria vida pode parecer demasiado difícil, cada comunidade cristã, cada fiel, deveria assumir, conscientemente, o compromisso de promover as vocações. É importante encorajar e apoiar aqueles que mostram claros sinais de vocação à vida sacerdotal e à consagração religiosa, de modo que sintam o entusiasmo da comunidade inteira quando dizem o seu «sim» a Deus e à Igreja. Da minha parte, sempre os encorajo como fiz quando escrevi aos que se decidiram entrar no Seminário: «Fizestes bem [em tomar essa decisão], porque os homens sempre terão necessidade de Deus – mesmo na época do predomínio da técnica no mundo e da globalização –, do Deus que Se mostrou a nós em Jesus Cristo e nos reúne na Igreja universal, para aprender, com Ele e por meio d’Ele, a verdadeira vida e manter presentes e tornar eficazes os critérios da verdadeira humanidade» (Carta aos Seminaristas, 18 de Outubro de 2010).
É preciso que cada Igreja local se torne cada vez mais sensível e atenta à pastoral vocacional, educando a nível familiar, paroquial e associativo, sobretudo os adolescentes e os jovens – como Jesus fez com os discípulos – para maturarem uma amizade genuína e afetuosa com o Senhor, cultivada na oração pessoal e litúrgica; para aprenderem a escuta atenta e frutuosa da Palavra de Deus, através de uma familiaridade crescente com as Sagradas Escrituras; para compreenderem que entrar na vontade de Deus não aniquila nem destrói a pessoa, mas permite descobrir e seguir a verdade mais profunda de si mesmos; para viverem a gratuidade e a fraternidade nas relações com os outros, porque só abrindo-se ao amor de Deus é que se encontra a verdadeira alegria e a plena realização das próprias aspirações. «Propor as vocações na Igreja local» significa ter a coragem de indicar, através de uma pastoral vocacional atenta e adequada, este caminho exigente do seguimento de Cristo, que, rico de sentido, é capaz de envolver toda a vida.
Dirijo-me particularmente a vós, queridos Irmãos no Episcopado. Para dar continuidade e difusão à vossa missão de salvação em Cristo, «promovam o mais possível as vocações sacerdotais e religiosas, e de modo particular as missionárias» (Decr. Christus Dominus, 15). O Senhor precisa da vossa colaboração, para que o seu chamamento possa chegar aos corações de quem Ele escolheu. Cuidadosamente escolhei os dinamizadores do Centro Diocesano de Vocações, instrumento precioso de promoção e organização da pastoral vocacional e da oração que a sustenta e garante a sua eficácia. Quero também recordar-vos, amados Irmãos Bispos, a solicitude da Igreja universal por uma distribuição equitativa dos sacerdotes no mundo. A vossa disponibilidade face a dioceses com escassez de vocações torna-se uma bênção de Deus para as vossas comunidades e constitui, para os fiéis, o testemunho de um serviço sacerdotal que se abre generosamente às necessidades da Igreja inteira.
O Concílio Vaticano II recordou, explicitamente, que o «dever de fomentar as vocações pertence a toda a comunidade cristã, que as deve promover, sobretudo mediante uma vida plenamente cristã» (Decr. Optatam totius, 2). Por isso, desejo dirigir uma fraterna saudação de especial encorajamento a quantos colaboram de vários modos nas paróquias com os sacerdotes. Em particular, dirijo-me àqueles que podem oferecer a própria contribuição para a pastoral das vocações: os sacerdotes, as famílias, os catequistas, os animadores. Aos sacerdotes recomendo que sejam capazes de dar um testemunho de comunhão com o Bispo e com os outros irmãos no sacerdócio, para garantirem o húmus vital aos novos rebentos de vocações sacerdotais. Que as famílias sejam «animadas pelo espírito de fé, de caridade e piedade» (Ibid., 2), capazes de ajudar os filhos e as filhas a acolherem, com generosidade, o chamamento ao sacerdócio e à vida consagrada. Convictos da sua missão educativa, os catequistas e os animadores das associações católicas e dos movimentos eclesiais «de tal forma procurem cultivar o espírito dos adolescentes a si confiados, que eles possam sentir e seguir de bom grado a vocação divina» (Ibid., 2).
Queridos irmãos e irmãs, o vosso empenho na promoção e cuidado das vocações adquire plenitude de sentido e de eficácia pastoral, quando se realiza na unidade da Igreja e visa servir a comunhão. É por isso que todos os momentos da vida da comunidade eclesial – a catequese, os encontros de formação, a oração litúrgica, as peregrinações aos santuários – são uma ocasião preciosa para suscitar no Povo de Deus, em particular nos menores e nos jovens, o sentido de pertença à Igreja e a responsabilidade em responder, com uma opção livre e consciente, ao chamamento para o sacerdócio e a vida consagrada.
A capacidade de cultivar as vocações é sinal característico da vitalidade de uma Igreja local. Invoquemos, com confiança e insistência, a ajuda da Virgem Maria, para que, seguindo o seu exemplo de acolhimento do plano divino da salvação e com a sua eficaz intercessão, se possa difundir no âmbito de cada comunidade a disponibilidade para dizer «sim» ao Senhor, que não cessa de chamar novos trabalhadores para a sua messe. Com estes votos, de coração concedo a todos a minha Bênção Apostólica.

Vaticano, 15 de Novembro de 2010.
BENEDICTUS PP. XVI

Fonte: www.cnbb.com.br

5 de fev. de 2011

Apresentação do Senhor no Templo!!!!

Bento XVI exorta aos consagrados a serem assíduos ouvintes da Palavra de Deus.

O Papa Bento XVI presidiu, na última quarta-feira, 3 de fevereiro, na Basílica de São Pedro, as Vésperas da Apresentação do Senhor no Templo no XV Dia Mundial da Vida Consagrada. Em sua homilia, o Papa frisou aos consagrados e fiéis presentes, que em Jesus, luz das nações, se realiza o encontro entre o Antigo e o Novo Testamento.
"Jesus entra no antigo templo, Ele que é o novo Templo de Deus veio visitar o seu povo, cumprindo assim a obediência à Lei e inaugurando os últimos tempos da salvação" – frisou Bento XVI. Somente Simeão e Ana descobrem essa grande novidade. Conduzidos pelo Espírito Santo, eles encontram naquele Menino a realização da promessa divina. Ambos contemplam a luz de Deus, que veio iluminar o mundo. "No comportamento profético dos dois idosos se encontra toda a Antiga Aliança que expressa a alegria do encontro com o Redentor. Quando viram o Menino, Simeão e Ana intuíram que era Ele o esperado" – sublinhou o pontífice. Bento XVI disse ainda que a Apresentação do Senhor no Templo "é um eloqüente ícone da total doação daquelas pessoas que foram chamadas a viver na Igreja e no mundo, através dos conselhos evangélicos, os traços característicos de Jesus virgem, pobre e obediente". Por isso, a festa celebrada no dia 02 foi escolhida pelo Papa João Paulo II para comemorar, todos os anos, o Dia Mundial da Vida Consagrada. Nesse contexto, Bento XVI saudou com gratidão o Arcebispo de Brasília, Dom João Braz de Aviz, há pouco nomeado Prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica. Enfim, o Santo Padre pediu aos consagrados para que sejam assíduos ouvintes da Palavra de Deus e testemunhas coerentes de Jesus Cristo.
(CNBB= Conferência Nacional dos Bispos do Brasil)

"Sempre trabalhei com amor"


(A seguir, texto escrito por São João Bosco, sobre a educação. Em uma época (século XIX) dominada pela exclusão e por castigos físicos, Dom Bosco fala em educação com amor e respeito. )

"Antes de mais nada, se queremos ser amigos do verdadeiro bem dos nossos alunos e levá-los ao cumprimento de seus deveres, é indispensável jamais vos esquecerdes de que representais os pais desta querida juventude. Ela sempre foi o terno objeto dos meus trabalhos, dos meus estudos e do meu ministério sacerdotal; não apenas meu, mas da cara congregação salesiana.
Quantas vezes, meus filhinhos, no decurso de toda a minha vida, tive de me convencer desta grande verdade! É mais fácil encolerizar-se do que ter paciência, ameaçar uma criança do que persuadi-la. Direi mesmo que é mais cômodo, para nossa impaciência e nossa soberba, castigar os que resistem do que corrigi-los, suportando os com firmeza e suavidade.
Tomai cuidado para que ninguém vos julgue dominados por um ímpeto de violenta indignação. É muito difícil, quando se castiga, conservar aquela calma tão necessária para afastar qualquer dúvida de que agimos para demonstrar a nossa autoridade ou descarregar o próprio mal humor.
Consideremos como nossos filhos aqueles sobre os quais exercemos certo poder. Ponhamo-nos a seu seviço, assim como Jesus, que veio para obedecer e não para dar ordens; envergonhemo-nos de tudo o que nos possa dar aparência de dominadores; e se algum domínio exercemos sobre eles, é para melhor servirmos.
Assim procedia Jesus com seus apóstolos; tolerava-os na sua ignorância e rudeza, e até mesmo na sua pouca fidelidade. A afeição e a familiaridade com que tratava os pecadores eram tais que em alguns causava espanto, em outros escândalo, mas em muitos infundia a esperança de receber o perdão de Deus. Por isso nos ordenou que aprendêssemos dele a ser mansos e humildes de coração.
Uma vez que são nossos filhos, afastemos toda cólera quando devemos corrigir-lhes as faltas ou, pelo menos, a moderemos de tal modo que pareça totalmente dominada.
Nada de agitação de ânimo, nada de desprezo no olhar, nada de injúrias nos lábios; então sereis verdadeiros pais se conseguirem uma verdadeira correção.
Em determinados momentos muito graves, vale mais uma recomendação a Deus, um ato de humildade perante ele, do que uma tempestade de palavras que só fazem mal a quem as ouve e não e não tem proveito algum para quem as merece"

São João Bosco – Dom Bosco (1815-1888), citado em: "Liturgia das Horas-vol III", págs.1225-1226,

24 de jan. de 2011

As Feridas Abertas...

Dom Filippo Santoro
Bispo de Petrópolis (RJ)
A realidade desta catástrofe é mais dura do que aparece nas imagens da TV e na imprensa. A destruição é dramática como se um terremoto tivesse passado no Vale de Cuiabá em Petrópolis, em São José do Vale do Rio Preto, Areal, em Teresópolis (Caleme, Campo Grande, Pessegueiros, Cruzeiro, Santa Rita, Bonsucesso, Vieira) e Nova Friburgo. Mais de 750 pessoas, até este momento, perderam a vida. Muitos são os desabrigados e os desalojados e a natureza ficou destruída.
As analises mais imediatas acusam a ocupação irresponsável das encostas e a falta de planejamento urbano para a moradia de pessoas pobres que moram em lugares de risco.
É evidente também a agressão à natureza ao longo dos anos. Estamos diante do maior desastre ocorrido na história do Brasil. Mas estas observações não nos consolam nem nos satisfazem. É fácil identificar os réus do momento e ficar com a consciência acomodada, voltando à rotina quotidiana sem uma verdadeira mudança.
O drama é mais a fundo e nos coloca diante do mistério da nossa existência e da nossa fragilidade, do limite e do mal. O drama nos sacode, provoca a solidariedade e levanta as perguntas mais radicais que a nossa sociedade normalmente censura.
Durante o desastre todas as igrejas e igrejinhas da região ficaram de pé, mesmo sendo invadidas pela lama. É um sinal simples da cruz de Cristo que vive no meio do drama dos homens participando do seu sofrimento. Com efeito, Jesus entrou no abismo da morte tornando-se companheiro de todos os que perdem a vida, abrindo as portas da esperança. É preciso mesmo alguém que entre no âmago da morte e da vida para sustentar a esperança; e este é Jesus nosso Salvador, morto e ressuscitado.
“Nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem o presente, nem o futuro, nem as potências, nem a altura, nem a profundeza, nem outra criatura qualquer será capaz de nos separar do amor de Deus que está no Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 8, 38-39).
Na noite, na lama, na chuva Ele não nos abandona. Na ferida dolorosa destes dias Ele está presente como balsamo de infinito amor que sustenta a disponibilidade a servir e o ímpeto grandioso da solidariedade que se está manifestando nestes dias.
Visitando os sobreviventes desta região é visível a sua fé que sustenta a dor e acolhe a ajuda generosa de amigos e desconhecidos.
Uma igreja, perto de São José do Vale do Rio Preto, foi invadida pela água que havia chegado ate o sacrário; um jovem ministro da Eucaristia foi nadando, recuperou o Santíssimo e segurando-o com uma mão, enquanto com a outra nadava, o colocou em salvo.
Junto com a graça de Deus é necessária a nossa iniciativa em reconhecer o Senhor e em trabalhar na solidariedade com todos, sem discriminar ninguém, dando um novo sentido à normalidade da vida. O dever da reconstrução cabe a todos nós em parceria com o Estado e os poderes públicos para prevenir outros desastres e providenciar um planejamento urbano responsável.


Mas, a ferida dos mortos quem a curará?
Exatamente esta ferida é abraçada pelo amor de Cristo que vive no sacrário como no seu corpo que é a Igreja e nos ensina a deixar-nos tocar pelos fatos, a ser solidários, a anunciar a sua presença. Seria triste deixar-se arrastar pela avalanche da rotina e virar a página, talvez esperando o próximo carnaval! A grande provação destes dias nos ensina a reconstruir as cidades devastadas e a retomar com um significado novo o quotidiano, especialmente quando os holofotes serão apagados.








Papa João Paulo II será beatificado em maio



Nesta sexta-feira, 14 de Janeiro, o papa Bento XVI aprovou a publicação do decreto que comprova um milagre atribuído à intercessão de João Paulo II. A beatificação está marcada para 1º de Maio, domingo da Divina Misericórdia.
A data escolhida para a beatificação recorda a celebração litúrgica mais próxima da morte de João Paulo II, que faleceu na véspera da festa da Divina Misericórdia.
O milagre, agora confirmado, refere-se à cura da freira francesa Marie Simon Pierre, que sofria da doença de Parkinson. A religiosa pertence à congregação das Irmãzinhas das Maternidades Católicas e trabalha em Paris, França, tendo superado, em 2005, todos os sintomas da doença de que sofria há quatro anos.
Segundo o cardeal Prefeito da Congregação das Causas dos Santos, dom Ângelo Amato, o decreto sobre a cura da irmã Marie Simon é o que terá mais ressonância na Igreja Católica e no mundo.
No dia 13 de Maio de 2005, apenas quarenta e dois dias após a morte de João Paulo II, o papa Bento XVI anunciou o início imediato do processo de canonização de Karol Wojtyla, dispensando o prazo canônico de cinco anos para a promoção da causa. Ainda em dezembro de 2009, o atual Papa assinou o decreto que reconhece as “virtudes heróicas” de Karol Wojtyla, primeiro passo para a beatificação.
João Paulo II foi papa entre 16 de outubro de 1978 e 2 de abril de 2005, quando faleceu após mais de 25 anos como Sucessor de São Pedro.

( CNBB = Conferência Nacional dos Bispos do Brasil)

Escritos Espirituais

A reparação
As Servas do Sagrado Coração de Jesus Agonizante têm a altíssima vocação de torna-se, em tudo quanto lhes for possível, oferta reparadora ao Sagrado Coração divino de Jesus por causa das inúmeras ofensas que Ele recebe continuamente da parte dos infelizes pecadores, têm a altíssima vocação de tornar-se invocação viva a Deus a fim de que a santa Igreja Apostólica Romana esteja na unidade da comunhão, vocação de tornar-se testemunho operoso da presença e da missão da própria Igreja, a qual é o reino de amor de Jesus Cristo na história.
Por isso elas são chamadas a viver na oração, trabalho e sacrifício com espírito de apainoxada invocação a Deus e de oferta de si a cristo, identificando-se á sua paixão, unidas ás intenções do Sagrado Coração Agonizante de Jesus e do Coração Doloroso de Maria para a salvação dos homens.
O espírito de reparação, identificando com total disponibilidade as Servas ao Coração de Jesus, redentor e salvador do homem, as identifica ao Coração Doloroso de Maria, co-redentora do gênero humano, escolhida para ser partícipe do desígnio divino da salvação do homem, Maria, no momento em que lhe era anunciado pelo Arcanjo Gabriel que seria a mãe do filho de Deus, sendo assim chamada a estar intimamente unida ao divino Salvador, tornou-se totalmente disponível ao eterno desígnio de salvação, dizendo: ‘’ Eis a serva do senhor’’. Por tal razão, as filhas deste Instituto trazem o nome de Servas do Sagrado Coração de Jesus Agonizante, o nome do próprio divino Salvador, pois elas têm a vocação de participar da grande obra da incessante salvação do mundo, á imitação daquilo ao qual foi chamada a Virgem das Dores.
A vocação específica e o espírito indelével das Servas consistem, portanto, na doação de si mesmas quais ofertas vivas para a salvação do homem, identificando-se com o Coração de Jesus Agonizante, por meio do e junto com o Coração Doloroso de Maria.
As Servas do Sagrado Coração, porém não podem exaurir sua tarefa tão somente com a reparação pessoal. Elas receberam de Deus a vocação de oferecerem-se a si mesmas para a salvação de cada homem, incluindo até os que renegam a salvação que Cristo, em seu imenso amor, ofereceu-lhes. Por isso, as servas percorrem o caminho da contínua conversão e da contínua purificação com uma intenção última e específica: a de reparar o mal e o pecado até mesmo pelos outros. È verdade que aquele que não salda as próprias dívidas mal poderia ressarcir as dívidas alheias. Para isto, as servas se inflamem de vivíssimo amor para com o Coração do seu esposo Jesus e partilhem os sofrimentos que ele recebe por causa das ofensas e dos ultrajes que lhe são dirigidos, de tal modo que, em íntima comunhão com o Coração puríssimo da sua e nossa Mãe das Dores, ajudem-se mutuamente a crescer em sua vocação para o bem da salvação de cada homem.

(Escritos Espirituais, Pe. Marco Morelli)

12 de jan. de 2011

Fernão Capelo Gaivota...


Para Fernão nada é limite:
voa, treina, aprende,
paira sobre o comum do viver.

Se o destino é o infinito,
o caminho é nas alturas!

Um bom ano á todas e todos, que as bençãos de Deus nos fortifique sempre mais nesta caminhada rumo ao Seu Reino... de Amor total.

31 de dez. de 2010

MENSAGEM DE ANO NOVO

Ele é o “Príncipe da Paz”
Despedimo-nos do ano velho, saudamos esperançosos o Ano-Novo que chega sob o olhar de Maria, Mãe de Deus, levando o Menino para ser circuncidado e para receber o nome de “Jesus”, que significa “Salvador”, símbolo da identidade de Jesus Cristo e da sua missão neste mundo.

Já é tradição celebrar, no dia 1º de janeiro de cada ano, o “Dia Mundial da Paz”. Em sua Mensagem para este dia, Bento XVI afirma que a “liberdade religiosa é caminho para a paz”. Nesse dia e sempre, somos convidados a orar mais intensamente pela paz, sobretudo pelas vítimas da violência e do terrorismo ideológico, pelas famílias e por todos os povos, onde a convicção religiosa é motivo de guerras e desavenças.

O Papa insiste em que “a liberdade religiosa autêntica é sempre coerente com a busca da verdade e com a verdade do ser humano”. Por outro lado, continua o Santo Padre: “O ser humano não pode ser fragmentado, dividido por aquilo no que crê, porque aquilo no que crê tem um impacto sobre sua vida e sobre sua pessoa”.

Enfim, “tudo o que se opõe à dignidade do ser humano, se opõe à busca da verdade e não pode ser considerado como liberdade religiosa”, escreve Bento XVI. E mais, “nunca deveria ser necessário renegar a Deus para poder gozar dos próprios direitos”.
O Dia Mundial da Paz nos leve a reproduzir em nossas atitudes as atitudes maternas de Maria, tornando-nos promotores da paz, que é obra de justiça e amor. Cultivemos, portanto, a ternura, a acolhida, a misericórdia, o respeito mútuo, a capacidade de perdoar e de amar, e seremos artífices da construção da verdadeira paz.

Imploremos ao “Senhor que nos abençoe e nos guarde! Faça brilhar sobre nós a sua face e se compadeça de nós! O Senhor volte para nós o seu rosto e nos dê a paz’, hoje e ao longo do novo ano.
Na ternura do Príncipe da Paz, um feliz e abençoado Ano-Novo!

Dom Nelson Westrupp, scj
Bispo Diocesano de Santo André
Ano-Novo 2011



12 de dez. de 2010

Primeiros votos na Itália!!!

No dia 8 de dezembro de 2010 aconteceu em Casa Madre Itália a profissão temporária de sete irmãs Servas do Sagrado Coração de Jesus Agonizante, a todas elas os nossos votos de santidade!!!

Irmã Natalia Natalia
Irmã Palmira Mendonca
Irmã Yasintha Moru
Irmã Aida Maria Dos Santos

Irmã Wendelina Rin
Irmã Olandina Oliviera Subekti
Irmã Natalia Dominggas Suli










5 de dez. de 2010

Papa Bento XVI

Angelus no II Domingo do Advento
Boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé

Queridos irmãos e irmãs!

O Evangelho deste II Domingo do Advento (Mt 3,1-12) apresenta-nos a figura de São João Batista, o qual, segundo uma célebre profecia de Isaías (cf. 40,3), retirou-se para o deserto da Judeia e, com a sua pregação, chamou o povo a converter-se para estar pronto à iminente vinda do Messias. São Gregório Magno comenta que o Batista "prega a fé reta e as boas obras ... a fim de que a força da graça penetre, a luz da verdade resplandeça, as estradas rumo a Deus se endireitem e nasçam na alma justos pensamentos após a escuta da Palavra ao bem” (Hom. in Evangelia, XX, 3, CCL 141, 155). O Precursor de Jesus, colocado entre a Antiga e a Nova Aliança, é como uma estrela que precede o surgir do Sol, de Cristo, d'Aquele, isto é, sobre o qual – segundo uma outra profecia de Isaías – "repousará o Espírito do Senhor, Espírito de sabedoria e de entendimento, Espírito de prudência e de coragem, Espírito de ciência e de temor ao Senhor” (Is 11,2).

No Tempo do Advento, também nós somos chamados a escutar a voz de Deus, que ressoa no deserto do mundo através das Sagradas Escrituras, especialmente quando são pregadas com a força do Espírito Santo. A fé, de fato, fortifica-se quanto mais se deixa iluminar pela Palavra divina, pois "tudo quanto – como recorda o Apóstolo Paulo – outrora foi escrito [...] para a nossa instrução, a fim de que, pela perseverança e pela consolação que dão as Escrituras, tenhamos esperança” (Rm 15,4). O modelo de escuta é a Virgem Maria: "Contemplando na Mãe de Deus uma vida modelada totalmente pela Palavra, descobrimo-nos também nós chamados a entrar no mistério da fé, pela qual Cristo vem habitar na nossa vida. Como nos recorda Santo Ambrósio, cada cristão que crê, em certo sentido, concebe e gera em si mesmo o Verbo de Deus" (Exortação Apostólica pós-sinodal Verbum Domini, 28).

Queridos amigos, "a nossa salvação repousa sobre uma vinda”, escreveu Romano Guardini (La santa notte. Dall’Avvento all’Epifania, Brescia 1994, p. 13). “O Salvador veio da liberdade de Deus ... Assim, a decisão da fé consiste ... em acolher aquele que se aproxima” (idem, p. 14). “O Redentor – complementa – permanece junto à cada homem: nas suas alegrias e angústias, nas suas consciências claras, nas suas perplexidades e tentações, em tudo isso que constitui a sua natureza e a sua vida” (idem, p. 15).

À Virgem Maria, em cujo ventre morou o Filho do Altíssimo, e que na próxima quarta-feira, 8 de dezembro, celebraremos na solenidade da Imaculada Conceição, peçamos que nos sustente neste caminho espiritual, para acolher com fé e com amor a vinda do Salvador.


29 de nov. de 2010

O mundo precisa de santos!!!!!!

Muitos acontecimentos dolorosos têm se verificado este ano. Quantos questionamentos e suposições as pessoas já fizeram sobre a causa dos fenômenos cósmicos e das convulsões sociais’ Citam-se, entre outras, as agressões à natureza, as injustiças, o esfacelamento da família, o desprezo pelos valores éticos. Poucos se preocupam com um motivo que pesa na origem dos dramas da humanidade a ausência de santos, de gente que busque, na intimidade com Deus, o sentido da própria vida Hoje são muito evidentes as armadilhas do mal, que só perde sua força quando se bate com testemunhos de fé e santidade. Está provado, em toda a vigência da história, que o ser humano não consegue derrotar a violência com a agressividade nem vencer a maldade com o coração fechado à compaixão e ao perdão Atualmente há grande preocupação com a formação intelectual e o preparo físico. As academias funcionam intensamente, e as pessoas estão sempre buscando cursos que lubrifiquem sua inteligência e renovem seus conhecimentos. Mas quantos se empenham em ser mais fiéis à sua vocação à santidade?
Talvez pareça antiquado propor santidade a quem almeja ser campeão em tantos torneios da atualidade. Mas, na verdade, se o cristão não busca viver a vontade de Deus e fazer do seu cotidiano um reflexo da misericórdia e justiça do Pai, é difícil à humanidade encontrar um ponto de apoio que lhe dê segurança em meio às ameaças do momento A sociedade e a Igreja precisam de santos, porque eles são um testemunho dos valores de que o ser humano carece para ser feliz neste mundo e na eternidade.

(Dom Geraldo Majella Agnelo Cardeal Arcebispo de Salvador)

25 de nov. de 2010

O texto a seguir foi usado na assembléia do Instituto das Servas do Sagrado Coração de Jesus Agonizante,
23-24 de Outubro de 2010 Lugo (Ra Itália )

Hora santa

Jesus á Santa Margarida Maria Alacoque
'' Todas as noites da quinta-feira á sexta-feira, ti farei participar daquela tristeza mortal que desejei provar no horto das oliveiras, tristeza que ti conduzirá sem que possas compreendê-la, a uma espécie de agonia mais difícil de suportar que a morte. E, para me acompanhar na humilde oração que elevei ao meu Pai no meio de todas as minhas angústias, te conduzirei entre as vinte e três e meia noite, para te prostrar uma hora comigo, com a face no chão, para aplacar a Divina cólera, pedindo misericórdia para com os pecadores, para aliviar em qualquer modo a amargura que eu provei no abandono dos meus Apóstolos, que me obrigavam a chamar-lhes a atenção de não terem sabido vigiar uma hora comigo''
Aquela que a mais de cento e cinqüenta anos é chamada de Hora Santa não é qualquer adoração do Corpo de Cristo, mas uma presença do Santíssimo Sacramento, um exercício de oração mental ou de oração vocal que tem como objetivo a Agonia de Nosso Senhor no Horto das oliveiras para pedir misericórdia para com os pecadores e para consolar o Salvador por uma hora...
Nada de domingo sem sexta feira: é o título de um volume muito divulgado que um dos grandes bispos dos nossos dias oferecia aos seus diocesanos perto da quaresma, lembrando a eles o equilíbrio pascal da nossa fé cristã.
De fato, desde o começo, o olhar de Tomé sobre as chagas gloriosas do Ressuscitado alcançam o de João sobre o cordeiro imolado na Páscoa.
Não tem festa dominical se não se nutri profundamente de uma mística da sexta feira.
A tristeza mortal na qual está a Alma de Cristo é a minha consolação.
Esta abre a minha ferida na Sua ferida. Me ajuda a acreditar, quer dizer, que Ele é a minha alegria, aquela alegria perfeita que Ele nos dará e que ninguém poderá nos tirar.
Se Ele não tivesse provado nele mesmo essa tristeza mortal, como poderíamos acreditar na alegria eterna que nos promete? Se não tivesse sido atravessado do sofrimento irremediável e inicial, como poderia crer que Ele foi para nós, (Via, Veritas et Vita) Caminho Verdade e vida?
Dom Ponnau.

Por isso, sendo uma espiritualidade do ''Coração'' quer dizer de interioridade, a espiritualidade do Coração de Jesus convida já há três séculos a Igreja a um tríplice ponto de referência de amor fixado no mesmo Redentor na sexta-feira.

Uma oração semanal: aquela ''hora santa'' de cada sexta-feira.
Uma comunhão mensal: aquela, da primeira sexta-feira do mês.

Uma liturgia anual: aquela da sexta-feira da festa do Sagrado Coração.

10 de nov. de 2010

Irmã Bartolomea De Vito completa 100 anos!!!

Em comemoração aos seus 100 anos ela escreveu esta pequena carta:

No dia 5 de Dezembro de 2010 completo 100 anos!!!
Me parece incrível que já se passaram tantos anos desde o meu nascimento.
Duas vezes fiquei perto da morte, mas não era a hora certa. Com o coração agradecido observo um calendário longo de 100 anos e o encontro cheio de dons da parte do Senhor e desperdício da minha parte.
Falhei tantas vezes, mas o amor pelo Senhor sempre prevaleceu...
O que eu poderia fazer para agradecê-lo?
O Senhor não nos pede sacrifícios e ofertas:
Ele quer amor!
E eu o amo com o mesmo amor que vivia o ideal da Ação católica; também quando errava, confiava no seu perdão e confiava no seu perdão e procurava de estar perto Dele, sempre!
Obrigada, Senhor, por estar me suportando há 100 anos me aproxime de ti cada dia mais...
Agradeço ao Senhor e a minha comunidade por me ter doado uma'' folha'' para escrever sobre a pedra do altar: A partir de hoje Senhor sou tua.
Irmã Bartolomea.

06.01.1936
( data em que ela fez a sua consagração a Deus com os votos de pobreza, castidade e obediência assinando sobre o altar a fórmula própria do Instituto da Servas)

5 de nov. de 2010

"Se você quer Jesus, eu também quero!"



Chiara Badano nasceu em Sassello, cidade dos Apeninos lígures, que pertence à diocese de Acqui, no dia 29 de outubro de 1971, depois que os pais a aguardaram por 11 anos.
O seu nome é Chiara (Clara, em português). Ela é mesmo assim, com seus olhos límpidos e grandes, com o sorriso doce e comunicativo, inteligente e determinado, vivaz, alegre e esportiva, foi educada pela mãe – com as parábolas do Evangelho – a conversar com Jesus e a
lhe dizer «sempre sim».
Era sadia, gostava da natureza e de brincar, mas desde pequena se distinguia pelo amor que tinha pelos «últimos», a quem cobria de atenções e de serviços, muitas vezes renunciando a momentos de divertimento. Já no Jardim de Infância colocava as suas
economias numa pequena caixa para as «crianças de cor»; e sonhava em poder um dia ir à
África como médica para cuidar delas.
Foi uma menina normal, mas com algo mais. Era dócil à graça e ao projeto que Deus
tinha para ela que aos poucos foi se revelando. No dia da sua primeira Comunhão recebeu de
presente o livro dos Evangelhos. Foi para ela um «magnífico livro» e «uma extraordinária
mensagem»; como afirmou: «Para mim, é fácil aprender o alfabeto, deve ser a mesma coisa
viver o Evangelho!».
Aos 9 anos entrou como Gen (geração nova) no Movimento dos Focolares. Viveu a sua
espiritualidade e pouco a pouco envolveu os pais. Desde então a sua vida foi uma subida,
tentando «colocar Deus em primeiro lugar».
Prosseguiu os estudos até o Liceu clássico, e ofereceu a Jesus as suas dificuldades e
sofrimentos. Mas aos 17 anos, de repente uma dor aguda no ombro esquerdo revelou nos
exames e nas inúteis operações um osteossarcoma, que deu início a um calvário de dois anos
aproximadamente. Depois que ouviu diagnóstico, Chiara não chorou nem se revoltou: ficou
imóvel em silêncio e depois de 25 minutos saiu dos seus lábios o sim à vontade de Deus.
Repetirá muitas vezes: «Se é o que você quer, Jesus, é o que eu quero também».
Não perdeu o seu sorriso luminoso; enfrentou tratamentos dolorosos e arrastava no
mesmo Amor quem dela se aproximava. Ela não aceitou receber morfina para não perder a
lucidez e oferecia tudo pela Igreja, pelos jovens, os ateus, pelo Movimento, pelas missões...,
permanecendo serena e forte. Repetia: «Não tenho mais nada, contudo tenho o meu coração e
com ele posso sempre amar».
O seu quarto, no hospital em Turim e em casa, era um lugar de encontro, de
apostolado, de unidade: era a sua igreja. Também os médicos, até mesmo aqueles não
praticantes, ficavam desconsertados com a paz que se sentia ao seu redor e alguns se
reaproximaram de Deus. Se sentiam “atraídos como por um ímã” e ainda hoje se recordam
dela, falam sobre ela e a invocam.
Quando sua mãe lhe perguntou se ela sofria muito, respondeu: «Jesus tira de mim as
manchas dos pontinhos pretos com a água sanitária e isso queima. Quando eu chegar ao
Paraíso serei branca como a neve». Estava convencida do Amor de Deus por ela. De fato,
afirmava: «Deus me ama imensamente» e, depois de uma noite particularmente dura,
acrescentou: «Sofria muito, mas a minha alma cantava…».
Os amigos que a visitavam para consolá-la, voltavam para casa consolados. Pouco
antes de partir para o Céu, ela revelou: «...Vocês não podem imaginar como é agora o meu
relacionamento com Jesus... Sinto que Deus me pede algo mais, algo maior. Talvez seja ficar
neste leito por anos, não sei. Interessa-me unicamente a vontade de Deus, fazê-la bem no
momento presente: aceitar os desafios de Deus. Se agora me perguntassem se quero andar (a
doença chegou a paralisar as pernas com contrações muito dolorosas), eu diria não, porque
assim estou mais perto de Jesus».
Chiara, pela insistência de muitos, num bilhetinho, escreveu a Nossa Senhora:
«Mãezinha Celeste, eu te peço o milagre da minha cura; se isso não for vontade de Deus, peço-te a força para nunca ceder!» e permanecerá fiel a este propósito.
Desde muito jovem fez o propósito de não «doar Jesus aos amigos com as palavras,
mas com o comportamento». Tudo isso nem sempre é fácil; de fato, repetirá algumas vezes:
«Como é duro ir contra a corrente!». E para conseguir superar cada obstáculo, repetia: «É por
ti,Jesus!».
Para viver bem o cristianismo, Chiara procurava participar da missa todos os dias,
quando recebia Jesus que tanto amava. Lia a palavra de Deus e a meditava. Muitas vezes
refletia sobre a frase de Chiara Lubich: “Serei santa, se for santa já”.
Quando viu sua mãe preocupada, pois ficaria sem ela, Chiara continuou a repetir:
«Confie em Deus, pois você fez tudo»; e «Quando eu tiver morrido, siga Deus e encontrará a
força para ir em frente».
Acolhia com amabilidade quem vai visitá-la; escutava e oferecia o próprio sofrimento,
porque dizia: «Eu tenho mesmo a matéria!». Nos últimos encontros com o seu Bispo,
manifestou um grande amor pela Igreja. Enquanto isso o mal avançava e as dores
aumentavam. Nenhum lamento; dos lábios: «Com você, Jesus, por você, Jesus!».
Chiara se preparou para o encontro: «É o Esposo que vem me encontrar», e escolhe o
vestido de noiva, as canções e as orações para a “sua” Missa; o rito deverá ser uma «festa»,
onde «ninguém deverá chorar».
Recebendo pela última vez Jesus Eucaristia aparece imersa nele e suplica que seja
recitada a «oração: Vinde Espírito Santo, mandai do Céu um raio da tua luz».
O nome "LUCE" (LUZ) lhe foi dado por Chiara Lubich, com quem teve um intenso e filial
relacionamento epistolar desde pequenina.
Não teve medo de morrer. Disse à sua mãe: «Não peço mais a Jesus para vir me pegar
e me levar para o Paraíso, porque quero ainda lhe oferecer o meu sofrimento, para dividir com
ele ainda por um pouco a cruz». Um pensamento especial aos jovens: «...Os jovens são o
futuro. Eu não posso mais correr. Porém, gostaria de lhes passar a tocha, como nas
Olimpíadas. Os jovens têm uma vida só e vale a pena empregá-la bem!».
E o «Esposo» veio buscá-la no amanhecer do dia 7 de outubro de 1990, depois de uma
noite muito dolorosa. ERA o dia da Virgem do Rosário. Estas foram suas últimas palavras:
«Mãezinha, seja feliz, porque eu o sou. Adeus». Ela também fez a doação das suas córneas.
O enterro foi celebrado pelo Bispo de então e dele participaram centenas de jovens e
muitos sacerdotes. Os membros do Gen Rosso e do Gen Verde tocaram as canções escolhidas
por ela.
O exemplo luminoso de Chiara atinge muitos corações de jovens e adultos, os move e
os orienta a Deus.
A sua “fama de santidade” se estendeu imediatamente em várias partes do mundo;
muitos os “frutos”. Dom Livio Maritano,Bispo da Diocese de Acqui, no dia 11 de junho de 1999
abriu o Processo pela a Causa de canonização. No dia 3 de julho de 2008 ela foi declarada
Venerável com o reconhecimento do exercício heróico das virtudes teologais e cardeais. No dia
19 de dezembro de 2009 o Papa Bento XVI reconhece o milagre atribuído à intercessão da
Venerável Chiara Badano, e assinou o Decreto para a sua Beatificação.


Chiara, a luz no sofrimento
1971-1990 beatificada em Roma, no santuário do Divino Amor, sábado 25 de setembro de 2010.

1 de nov. de 2010

Mantra ( Jaculatória)
(Pequena oração a ser rezada repetidamente durante o dia,
como oferenda agradável ao Sagrado Coração.)

Coração Divino, que sempre piedoso
Nos guardais e nos assistis
A virtude que a nós pedis
Imprime-nos no coração
No caminho do exílio
Sede sempre nosso guia
Nossa vida, nossa luz,
Nossa esperança e nosso amor.
Soneto..
Queria cantar-te do amor a canção
Jesus, de minh´alma esposo dileto,
Mas sinto, ai! Como é pobre o afeto,
Que nutre por ti este ingrato coração!

Eia! Vibra chama de celeste ardor,
Que a minha mente ilumina e inflama o peito
E torne meu amor assim perfeito
Que somente a ti procure e ame, ó meu Senhor.

Tu és a glória, o júbilo, a esperança
O refúgio, o conforto e a candura,
Do meu pobre coração que muito se cansa.

Geme, afundado no lago de amargura
Entre as ondas de naufrágio dança
Se o amor nos guia ao porto da doçura.

(Monsenhor Pe. Marco Morelli, 22 de Setembro de 1902)